COISA RARA

sábado, 21 de novembro de 2009

19 de novembro de 2009
Saindo de Petrolina.

Uma das coisas que mais me interessou nessa viagem foi a possibilidade de conhecer gente diferente, ouvir as histórias do povo , perceber os sotaques, interagir.Tem gente interessante demais nesse mundo, isso é um fato.
Pensei que teríamos mais tempo pra isso e me enganei. É tudo meio corrido. A correria é tanta que nem dá tempo de sentir saudade. Mas, por outro lado, conhecemos de forma profunda as pessoas que viajam conosco. Sempre disse que a melhor forma de conhecer alguém é viajando junto. Os chatos se revelam e viajar com chato é uma tremendo exercício de paciência e auto controle.
Nosso grupo é grande e subdividido.
Nós, os músicos, somos um tipo à parte. Os percussionistas são sempre os mais despirocados. É sempre o Cris e o Michel que ficam para trás e o Cris já foi abandonado e teve que se virar com um moto-taxi pra encontrar o povo. Não sei o que acontece. Acho que é excesso de vibração no corpo que dá uma folga nos parafusos e eles ficam assim, doidões. Adriel é o animador da viagem, batucando na carroceria e instigando os outros a fazerem uma esculhambação rítmica. Cris sempre está longe de onde tem que estar e Michel é o faz-tudo. Três gerações de percussionistas. Cruzes.
O baixista, Beto, é o mais sussa, afinal sua namorada viaja junto ( Camila, responsável pelas projeções do espetáculo) e namorada sempre põe moral e, ainda, eles são uma dupla e se cuidam.
Eu e Aline somos a parte feminina, sensata e equilibrada. Nosso acordo é: se uma pirar, ficar doida, dar piti, a outra segura a onda, pede calma. Em casos extremos, pode dar na cara ou socar um chocolate na boca. A ala feminina da banda é mais serena, sendo a Aline muito mais responsável por essa tal serenidade. Combinamos que faríamos yoga todo o dia e descobrimos que só rola yoga se for um estilo novo yoga dentro de ônibus. Agradeço todo o dia por ela estar por perto. Eu me sinto confortável entre eles, a banda. Cris é meu amigo, meu parceiro. Sei que ele segura qualquer onda minha. Adriel é o mais novinho ( me lembra demais meu filho Lucas - ando maternal, percebe-se) e absolutamente abestallhado no mesmo estilo de abestalhamento que eu me transito. Ou seja, somos duas bestas que se dão muito bem. Ele foi meu par lá no Bodódramo e prometi que vou ensinar ele a dançar samba juntinho, já que ele acha que dança forró. Eu e Michel mantemos um relacionamento de tapas e beijos, muito mais tapas que beijos, as duas situações são metáforas. Na verdade somos dois adoráveis trogloditas que estão se conhecendo. Ele tem um repertório muito próximo do meu então ele puxa uma canção, eu respondo com outra, mando uma música cabulosa e ele sabe a letra. Assim vamos fazendo a maior cantoria dentro dos ônibus. Adoro essa fuzarca!
O povo do circo é outro povo. Outra relação com o corpo, com o palco, com tudo. Gosto desse povo e morro de vontade de me meter com eles, aprender algumas coisas.
Alan é o mais novo da turma com seus pueris 16 anos e ele também me desperta os mais profundos sentimentos maternais. Me chama de tia e eu tenho que me controlar para não dar uma de mãe chata. Guinho é uma magrelo que é o demo nas suas acrobacias aéreas. Uma expressão muito linda quando está em cena e nos faz acreditar que é fácil fazer o que ele faz. Natália é a diva circense. Uma mocinha de 24 anos, forte pra caramba e animadérrima. Nós duas nos demos super bem e ela é minha parceira para o forró que Deus há de nos provir. Juramos nos acabar em algum forró rústico e confraternizar com o máximo de pessoas. Essa dança promete.
O teatro traz a equipe fixa deles. São jovens atores que moram juntos, trabalham juntos e juntos cuidam do Teatro de Tábuas. Uma turma que trabalha muito e cuidam de todas as questões relativas à viagem.
Daniel está com uma luxação na mão,coitado, e mesmo assim faz o número do mastro junto ao povo do circo. Muito amor pela arte. O personagem dele é Jeremias, um velho cego. Ele usa uma peruca branca e uma barbona, muito da louca. No penúltimo espetáculo ouviram uma criança gritar, assim que ele entrou em cena: “ Nossa Senhora, que Papai Noel feio dos infernos!”. Esse é o Daniel.
Loi é uma negona, da minha altura, bonitona e careca. Seu personagem é a Serpente, prima direta daquela outra que ferrou com Adão e Eva. A diferença é que essa serpente tem uma meia arrastão, uma bota de couro vermelha, um colan também vermelho, uma maquiagem realmente infernal, tanto pra fazer como para manter na cara. Sua entrada sempre causa e é um tal do povo chamar ela de tudo que é nome. Em Petrolina eu ouvi uma mulher contar que o marido da prima queria porque queria ver o “demo”, queria tirar foto e tudo. Levou um tapão no pé da orelha e foi pra casa com seu demo particular, a esposa. Loi faz par comigo no quesito travecão. Uma das crianças me perguntou porque ela era careca e eu disse que foi piolho, uma infestação de piolhos muito agressiva que a obrigou a raspar tudo. A menininha ficou muito impressionada e, imediatamente, começou a coçar a cabeça. Eu também sofro desse mesmo efeito psicológico. É só ouvir a palavra “ piolho” que minha cabeça coça. É um dom conseguir acreditar nas próprias mentiras.
O Dú faz o papel do Juvenal, o irmão covardão do espetáculo. Viajar com ele é uma diversão à parte porque, de repente, ele encorpora um personagem. Eu tive a oportunidade de conhecer o “Velho”, ser absolutamente ranzinza, mal humorado que chama a Loi de “rapaz”, eu de “ baitola” e o Cris de “ ciganinha”. Me garantiram que os outros seres que habitam o Dú surgiram no decorrer da viagem. Espero ansiosamente.
André é meu Dom Quixote particular. Magrelíssimo e muito engraçado e ele faz o Cosme, o irmão destemido. Reclamou muito de ter que dividir quarto com um monte de marmanjo. Preferia estar no quarto das meninas porque o cheiro do ambiente seria bem melhor. Muito esperto, esse moço.
Vanessa é uma moça de câncer com ascendente em touro.Morena jambo, um espetáculo.Tô fazendo aqui a maior campanha para ela porque, sem dúvida alguma, dará uma excelente esposa. Tudo bem que quando está virada no estopô é uma ranzinzice só mas é um preço mínimo para se ter essa beleza de espécime feminino. Ela faz a Velha do espetáculo e eu penso aqui se isso não seria uma piada interna. Não sei, só sei que os interessados em conhecer essa moça limpinha, trabalhadeira, artística, super cuidadosa com as pessoas e com os seus, por favor, enviem emails com foto de rosto e corpo inteiro para meu email que está aqui no blog que eu repasso pra ela. Se rolar casamento, quero ser a daminha de honra. Com meu sandalião salto quinze porque eu peguei gosto pela coisa.
Suiara está nas vésperas do aniversário e vamos comemorar na estrada. Ela é do time que eu também faço parte: não despreza uma dança, um banho de rio, uma escapulidinha boa. Já vi tudo. Vamos nos acabar. Neste espetáculo ela está fazendo o número de circo e toda vez que eu vejo ela pendurada lá no alto me dá vontade de gritar :” Desce daí, menina! Você vai se machucar!”. Foi a única que eu não vi se machucar. Tem santo forte e isso é sempre bom.
Anybool ( escreve deste jeito doido mesmo e se pronuncia Aníbal...vai entender...) é o responsável pelos figurinos. Ele se realizou no meu figurino e eu disse a ele que podia fazer o que quisesse com minha roupa. Mostrar pernoca...pode! Meia arrastão...pode também. Foi ele que descobriu minha hiper super mega blaster sandália de traveco que eu amei. Hoje já acho que pode ter sido uma tentativa de me matar porque andar em paralelepípedo é coisa pra traveco experiente e eu ainda to me iniciando nesse negócio de me montar. Mas é ele que ajeita todo mundo e deixa a gente divinamente deslumbrante!
Temos ainda viajando conosco a Ana, fotógrafa, que tem uma das gargalhadas mais gostosas que eu já ouvi. Quando estávamos na piscina lá da pousada e o Cris e o Michel fizeram o número de nado sincronizado ela quase teve um treco. Aliás, o nado sincronizado merece uma maior explanação porque até agora foi o ponto alto, no meu ponto de vista. Os dois fizeram uma coreografia e ainda tiveram a manha de botar um ritmo de batucada, tudo dentro da cabeça. Eles desciam, subiam só com as pernas para cima, desciam outra vez, subiam fazendo um quatro com as pernas e saíam da água com um braço pra cima e aquela cara de nado sincronizado. Eu estava avaliando a criatividade da coreô, harmonia dos movimentos e senso de equipe. Tiraram nota 9,5 por causa de uma perna mais a baixo na hora do quatro mas a apresentação foi espetacular! Tanto eu desafiei os meninos do circo - eu já tinha me tornado técnica da equipe masculina de nado sincronizado - e devo dizer, cheia de orgulho de meus meninos, que os rapazes do circo amarelaram diante de tanto talento.
Voltando à Ana... Ela é responsável pelo registro fotográfico de toda a viagem e é ela que tem as melhores fotos, óbvio. Tô aqui fazendo marcação pesada pra ver se ela me passa algumas fotos de palco para que eu possa colocar aqui no blog.
Ninja, nosso japonês, é o cinegrafista e fica lá com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. Ontem passou horas registrando a montagem e a desmontagem. Não sei se isso é chato ou não, mas que ele vai voltar um japa negão, ah isso vai.
Temos ainda o fogueteiro Marcelo que a gente chama de fireman, foguinho, fogueteiro-mor, menos pelo nome. Ele deve achar a gente um povo muito do esquisito.
Nosso motorista é o Wellington, um negãozão-armário com cara de brabo mas no fundo é um doce. Hoje quando tomávamos banho no Rio São Francisco eu pude ver a alma de menino que todo homem carrega dentro de si. O “Motô” não é diferente. Nadamos felizes nas águas do Velho Chico e a brodagem se estreitou.

O Rio São Francisco é uma história à parte. Não me lembro de ter me banhado em suas águas e, se fiz, não devia ter a exata noção do que estava fazendo.
O São Francisco é imponente. Sua grandeza é muito maior do que eu pude ver, mas senti a força que ele tem. A água de um azul profundo, transparente ao ponto de ver detalhes dos dedos dos pés, temperatura perfeita,um abraço de gigante mesmo.
Me emocionei por estar no estado que meu pai nasceu, Pernambuco, dentro de um rio recheado de histórias, de força e de vida. Assim que entrei na água um banhista veio conversar e me mostrou a pedra onde tem a estátua do Negro D’Água, ser místico que mora no fundo do rio e aterroriza os pescadores para ficar com os peixes. As carrancas nas proas dos barcos são uma forma de proteção contra o Negro D’Água. Tenho uma carranquinha em casa e nunca soube que era por causa desse nego aí. Me fez lembrar a lenda do Boto, lá do Norte e eu fico aqui a pensar se a cultura popular não traz dentro de si mistérios que poucos entendem mas que muitos respeitam. Eu que acredito até em Coelhinho da Páscoa achei melhor, por garantia, pedir licença e sair das águas do maravilhoso Rio São Francisco de bem com todo mundo.
Todo meu cansaço, melancolia e cracas ficaram lá.
Viajo para Goiás mais leve e com a pele coberta pela benção do Velho Chico.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

algumas fotos

Povo do circo subindfo no mastro que comeu a carne da minha canela.
Banda sem o Cris. Aline ( flauta), Michel ( percussionista em pé) e Adriel ( sentadinho).
Eu e Natália, artista circense aolado do nosso ônibus discreto.
Os percussa mais cachaceiros que eu conheço. É parar em algum lugar que eles já estão sentados tomando cerveja. um dom.
Prédio da Praça da Matris em Jacobina. adoreri isso.
Daniel ( ator ecirco) tentando drmir no ônibus.
Loi. Ela faz a Serpente e o povo já chamou ela de Lacráia, do Demo, Satanás de saia. Ela adora. Mão quebrada durante os ensaios.
Nosso ninho de amor. Ainda bem que tem ar condicionado!!

Petrolina

Nunca tinha visto o Velho Chico e aquele mundaréu de água me emocionou. Uma água azul que rasgava minha visão. Aquela água toda é a prova da existência de alguma misericórdia divina no meio deste calor dos infernos.
Nossa apresentaçaõ em Jacobina foi legal mas não ainda do jeito que queríamos. Lentamente estamos dando o tempo certo ao espetáculo e devagar tudo se encaixa.
Viver nessa vida é o exercício da paciência. Paciência para lidar com as diferenças, para esperar alguma coisa aou alguém e principalmente,paciência para lidar com os imprevistos.
Acabando o espetáculo em Jacobina fomos comer e depois dormiríamos na carreta dormitório. Estávamos todos muito cansados porque passamos o dia em Jacobina, aquele calor imenso , esperando ( sempre) que a estrutura, o som e a luz fossem montados. Não nos sobrava alternativa além de beber cerveja em algum boteco e ficar olhando as pessoas e a vida. Saí andando, sozinha pela cidade, porque só assim eu teria um bem que tanto necessito: solidão. Aqui sempre tem alguém perto de você. Sempre. Tem horas que você precisa de um espaço sem pensamento de alguém. Eu realmente preciso de um espaço para mim e só caminhando pela cidade que isso é possível.
Jacobina me cansou e eu queria dormir e descansar. Dormiríamos na carreta dormitório que estava parada em um estacionamento de um posto fechado, ou algo parecido. Me colocaram no último beliche, lá em cima no terceiro andar. Avisei que eu iria machucar um, ou dois. Imagine um caminhão com a carroceria fechada dividida no meio. Um lado, os meninos. Do outro as meninas. Triliches, um banheiro, um chuveiro. Legal se desse certo. Não deu. A luz não acendia porque alguma cosa explodiu. Não dava pra usar a privada sei lá por que. Ou seja, uma merda generalizada. Eu estava exausta e quando vi aquele furdúncio entreguei na mão de Deus e fui bater perna em volta da carreta. Isso tudo as duas e meia da manhã!!!
Se não tívessemos ido para um hotel, alguém morreria. E nem falo por mim. Falo pelas moças mentruadas, com TPM. A coisa ficou meio séria prolado da çprodução e todo mundo acabou dromindo em um hotel. Amei acordar e poder comer uma frutinha.
A apresentação de ontem foi a mais legal.
Consegui me maquiar bem cedo e saí do camarim e fui acabar de passar o som. Roupa normal e carona super hiper maquiada. Um garotinho de uns quatro anos me olha e diz:
Vixe, como tu tá feia! Paraece um palhaço!
Amei naquele instante aquele moleque e me vi rodeada de crianças que queriam entender o porque que eu colocava tanta maquiagem na cara. Expliquei que eu tinha 300 anos e a maquiagem ajudava a manter a cara no lugar. Óbvio que não acreditaram que eu tinha 300 anos mas chegaram a um consenso que eu devia ter , no máximo, estourando mesmo, uns 90 anos. Uma menininha bem pequinininha mantinha sua opnião: eu devia ter uns trinta anos porque a mãe dela tinha um pouco menos e como eu era maior que a mãe dela, mas não muito, eu devia ser um pouco só mais velha que a mãe, logo, eu tinha trinta. Fiquei sentadaq no chão do Bodódramo ( adorei esse nome!!) rodeada de crianças contando as maiores bobagens que eu podia inventar. Durante o espetáculo, cantei para eles e quando nossos olhares se cruzavam, sorríamos como velhos amigos.
No tal Bodódramo tinha um botecão com música ao vivo e nos acabamos de dançar ali, um bando de maluco com fresto de maquiagem na cara, todos com a camisa vermelha do espetáculo e com aquela liberdade de saber que ninguém conhece e que no outro dia iríamos embora. Me acabe de dançar forró. Até minha perna parou de doer. Mais um hotel e agora estou dentro do restaurante a escrever para vocês.
Vamos para uma tal de Ilha e parece que tomaremos banho nas águas do rio São Francisco. Uma manhã de folga para a gente e posso garatir, merecemos porque até agora não paramos para nada. Na verdade estão tentando ajeitar a carreta para que possamos dormir dentro dela em vez de em hoteis. Pena. Gosto do café damanhã de hotel.
Seguimos para Goiás ainda hoje e deixo aqui meu afeto pelo meu nordeste!!!
A viagem continua.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tô em uma lan house em Jacobina, interior da Bahia. Um calor de rachar coco. Tentarei ser sucinta...tarefa hércula!
Horas e mais horas em um banco de ônibus. Graças a Deus o ar condicionado funciona e o pessoal é tudo gente boa. Tudo aconteceu na viagem.
Viajamos em três carros: o ônibus leito, o caminhão com a estrutura do palco e um moto home que leva os técnicos. Quebrou um treco em um deles. A correia de não sei o que que explodiu um parafuso que furou um negócio que foi colado com durepox que viajou assim mesmo. Nós tivemos que esperar esse povo e ficamos oito horas em um posto de gasolina em Minas. Todo mundo cansado, mas calmo. Tomei banho, lavei cabelo, cuidei da minha pereba.
MInha pereba está sendo tratada pelo técnica circence, já que me mechuquei no mastro do circo. Me orientaram a fazer xixi em cima e isso é o remédio. Mijar na canela. Relutei no começo mas depois que u vsenti aquela "latejância", aquel vermelhão, não fiquei a fim de ficar impossibilitada de me machucar em outros lugares. Mijei em cima. No começo era difícil acertar a canela e o pé esquerdo. Agora já to craque. E posso garantir, tá fucnionando. Pelo sim ou pelo não, meti um antiinflamatório poderoso guela a baixo. Eu quero é ficar boa logo porque tem muita estrada ainda.
A estréia foi absolutamente zicada. Por causa do quebra quebra dos caminhões, chegamos na cidade muito, muito tarde. A multidão esperando, a estrutura sendo erguida, um meod do cacete daquilo despencar e acertar o povo, pede pro povo ser afastar, fala no microfone que éperigoso e o povo cagando e andando pra gente. Depois morre e vem assombrar...
Com meu figurino eu me transformo na Rainha do Gala Gay. Um puta de um travecão massa. Achei um homem que era maior que eu, quando montada de traverco. Um puta de um negão manga larga marchador. Uma beleza mesmo. Pena que era meio gago e um pouqinho fanho. Tenho certeza que no fim desta viagem serei muito menos detalhista.
Meu sapato é um perigo. Adortei ele mas hoje percebo que eu posso realmenmte cair e me machucar. O diretor insistia que u casntasse no terceiro andar da estrutura, algo em torno de nome metros. Na hora eu gelei e comecei a macumbar, fazer promessa, prometer mundos e fundos, fundilhos, o caralho! Eu não queria era subir lá toda emperequetada de travesti, meia arrastão, sandália salto 15!!! Eu caio daquela merda! Tanto rezei que funcionou. Parece que o diretor esqueceu de mim. Melhor, parece que as dificuldades técnicar de m colocar lá em cima mudaram a idéia inicial. Quase beijei na boca do técnico de som que confirmava o tempo todo que o mic sem fio não pegaria lá no alto, que não tinha cabo, que era complicado.
A estréia foi melhro do que imaginei. Tirei tanta foto, mas tanta foto! Me senti a Ivete Sangalo versão traveco da renacença. To causando de travecão.
Dormimos em um hotelzinho em Teofilândia e eu poderia lamber aquele colchão porque dois dias dormindo dentro do ônibus ferrou com minha perna emperebada e com minhas costas. Fomos dormir as quatro e meia da msanhã e sa saída estava programada para o meio dia para seguimos para SantaLuz. O pneu do ônibus estoura no meio do nada e ficamos mais uma vez esperando na estrada. Um calor, mas era um calor que eu tinha certeza que o prórprio demo iria sair do chão e dizer boa tarde. Uma fome do cacete, exaustos, fedidos, muitas pessoas machucadas, ( uma mão qwuebrada, uma mão luxada, minha canela apodrecendo e muitas doires musculares). Achamaos uma pousada que poderia fazer de improviso almoço para 21 pessoas. Para nosso deleite tinha uma piscina e foi liberada para nós. Nem pensei duas vezes. Estava de top e um shorte colado de malha, arranquei blusa, sandália, caguei e andei pra minha pereba e caí na água. Fui tão feliz, mas tão feliz que me dava vontade de chorar.Uma comida boa, um banho bom e aí bateu um cansaço absolutamente avassalador. Uma horinha depois chegamos em SantaLuz e tínhamos que começar a nos preparar pro espetáculo.
Uma cidadezinha pequenininha mas com gente, viu? Porque era tanta gente, mas tanta gente vendo o espetáculo. Coisa bonita de se ver, aquele mar de cabeça, as expressões, os sorrisos dos adultos e das crianças. Definitivamente, eu gosto dessa vida.
Mais uma vez tirei milhares de fotos. Uma bichinha chegou pra mim, todo encantado com a maquiagem, com o figurino, estava quase chorando de emoção quando me pediu pra tirar foto. Aí eu dei a louca e eu e a bichinha tiramos várias fotos tipo bicha-louca do interior da Bahia. Ele subia no meu colo, eu no colo dele, bocão, cabelão, tudo que viado gosta. Fiz minha boa ação e segui feliz.
Um senhor chamdo Eráclito ( coitado) veio falar comigo, todo gentil e elogioso. Eu expliquei que era da terra, que era da Bahia e que morria de saudade de comer rapadura., mas falei assim, batendo papo mesmo. Daqui a pouco, ó quem chega? O velhinho com a dona da casa que era o local de suporte com uma rapadura na mão. Quase chorei outra vez. A dona da casa fez questão de me entregar em mão porque somente ela tinha a rapadura pra me dar, o seu Eráclito tinha corrido a cidade toda, naquela hora, só pra satisfazer meu estômago saudoso. Achei lindo. E ainda pra completar, a dona da casa me deu um doce de leite de cortar, dali da região, que eu comeria sozinha e babando de joelhos. Nordestino sabe mesmo recebr e fazer a gente se sentir querido.
Dormimos em outro hotel daqueles. Um calor do cacete e um cheiro de ralo podre que inaavdia o quarto. Aline, a flautista, cosneguiuy tapar o ralo com um plástico e eu desmaiei. Acordamos cedo, sei e pouca, tomamos café e seguimos para Jacobina. Aqui. Agora.
Passeio pela cidade que tem tudo ( até lan) e é recheada de pequenas cachoeiras. Como só tenho que me apresentar para a produção as quatro da tarde, tenho o dia para descobrir estas tais cachoeiras, ver o povo, comer.
Sou uma figura exótica., Meu chapéu de lona, meu óculos, um top rosa, uma camisetinha azul escuro, meu short de malha preto e por cima, cobrindo a perna emperebada que dói pra caralho, lateja e me lembra que u sou um idiota, uma canga verde amarrada como indiana. Sim, eu sei que tô mais colorida do que o normal, mas eru to de viagem e preciso ficar confortável.
Meu saco de roupa suja começa a pesar e eu fico aqui pensando quando conseguirei lavar roupa.
Hoje a noite promete.
Amanhã seguimos para Petrolina, divisa entre Bahia e Pernambuco. Depois seguimos pra Goiás.
Ainda não descansei de porra nenhuma e realmente preciso cuidar do corpo e da voz.
Sinto saudade de minha cama, de meus amigos e de meus filhos. Mas não é uma saudade doída. É uma saudade de lembrança daquilo que é meu e é bom. Eu já volto.
Carô, faça um festão em casa e bote pra quebrar. Se eu tivesse ficado em casa, eu faria.
Sandra, se lembre de agradecer.
Ju, você estaria amando isso aqui. Cada lugar lindo.
Filhotes, mamãe parece travesti mas não é, tá? Aquel papo de adotado sempre foi uma piada familiar.
Amado meu, eu chego logo, logo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A viagem

O negócio pegou pro meu lado.
Saí da gravação do cd e caí, na sequência, na correria do teatro.
Não são muitas músicas, oito ao todo, incluindo duas que eu somente improviso junto com a percussão. A banda é suscinta: três percussionistas ( Cris está na gig e é bom ter ele por perto nessa viagem), uma bixista que também toca cavaco e viola, uma flautista e eu fazendo voz e violão.
Óbvio que não estamos completamente prontos. A carreta onde é montada o placo deu um pau sério e não está se3ndo fácil subir as ferragens. Atrasamos a saída por causa disso.
eu, idiota que sou, não resisti ao mastro do povo do circo. Subi toda metida à besta e me achei o máximo por conseguir subir tão alto. Infelizmente eu estava de mini saia. Eu sei que não devia ter subido de mini saia em um mastro de circo, mas foi mais forte que eu. Na descida, minha canela e peito do pé esquerdo, perderam a pele e ganhei uma puta de uma queimadura. Tá doendo, tá inflamando e eu ainda não me arrependi de ter feito o que fiz. Mas falta pouco pra eu começar a me arrepender.
Minha mala é uma coisa imensa. Quarenta maços de cigarro porque eu só fumo Marlboro e nos lugares que eu vou não deve ter. Calcinhas, umas quinze. Varal e prendedores, já que terei que lavar minhas roupas todas, protetor solar, demaquilante, caixinha de maquiagem, produto de clareamento dos dentes,dvd de aulas de francês, cabos de carregadores, gravador digital pra captar o áudio, máquina pra registrar o que eu vejo. Coisa pra dedéu.
Minha idéia é fazer um registro bem legal de tudo que eu for ver. Nem sempre terei acesso à internet mas assim que puder, publico.
Tô feliz com a viagem e bem animada. Tô com medo de minha perna dar problema e eu ter que me virar com o que eu tiver.
Minha roupa é tudo de bom, saia de filó, pernão de fora com meia arrastão e o cacete.O sapato que me deram é um sapatão de salto 15, vermelho queimado, lindo de morrer. Cravo nos um metro e noventa e é uma delícia ser a mais alta de toda a companhia. Reiterando, menos do Cris. Ficamos na mesma altura.
A maquiagem é linda, carona branca, olho marcado no azul e preto e uma pinta. Ou seja, virei um travecão muito do charmoso e eu me auto batizei de "Suellen", a travecas nordestina que veio da Bahia até Campinas à pé, mas veio de salto alto porque eu posso ser pobre, mas sou limpinha e super hiper mega chique. Sou gtraveco mas sou macho. Não vem graça pro meu lado que eu rodo a baiana e derrubo todo mundo. Madame Satã é meu ídolo. Tô fazendo aquelas mesmas viadagens que o povo do teatro faz, tô criando um personagem. Tenho certeza que voiu causar nessas cidaqdes de gente pequenina. Me sinto um gigante em terra de hobbit.
Dormiremos em um caminhão dormitório. Meninos e meninas, todos juntos mas separados. Não imagino como. Tenho até medo do festival de puns e roncos. Faz parte da emoção da coisa, eu acho.
Viajaremos em um ônibus leito, pelo jeito bem confortável. Tem que ser porque passaremos mais tempo dentro dele do que em qualquer outro lugar. Isso vai ser foda e preciso me cuidar. Me comprometi a fazer yoga todo o dia e gastar a minha incomensurável energia de alguma forma.
Sinto que me machucarei muito. Tô levando meu kit PS e pedindo que meu anjo da guarda me guarde mesmo, especialmente orque o diretor, em ummomento deloucura criativa e teatral, quer botar a Suellen ( minha versão traveco) cantando a música que fecha o espetáculo no último andar da estrutura do palco, algo em torno de dez metros de altura do chão!!!! Já avisei a todos que posso travar. Morro de medo de altura. E agora? Agora só me resta rezar pra pedir que alguma coisa aconteça e seja impossível eu subir de salto quinze, com uma roupa cheia de frufru, com microfone sem fio na mão, balançando feito doida. Isso sim está me dando agonia. Aliás, é a única coisa que me agonia. Esses malditos dez metros de altura. O povo de teaqtro tem casda idéia de gerico que peloamordedeus.
Torçam por mim.
Sempre que ppuder escreverei.
Vou ficar com saudade do meu bloguinho querido e das pessoas que vem aqui ler as minhas sandices.
Beijos pra vocês.
Tô na aventura mesmo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Uniban

O que que é isso, gente?
Que diabo de juventude é essa?
Universitários?
Caça à bruxas? Caça à sexualidade feminina?
Caça às pernas de fora?
Concordo com essa cara aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

Os ensaios estão rolando e eu estou quase lá. Daqui a pouco estará na ponta dos dedos e no corpo.
Mas eu ando meio cansadinha. Emendei emoções demais, uma atrás da outra, coisas demais, só quem está bem perto que sabe.
De certa form, essa viagem é uma forma de descansar.
Ontem , depois do ensaio, saí com a turma do teatro e acabei na madruga dentro de um boteco mequetrefe, daqueles bem vagabundos ( coisa que adoro, confesso) lá de Nova Aparecida, jogando sinuca e bebendo cerveja.
Acho que isso não me ajuda a descansar mas me dá diversão inusitada e, peloamordedeus, eu preciso de emoções inusitadas para ficar felizinha.
Tô bem equilibrada entre felizinha e cansadinha.
Mentira. Agora to muito mais cansadinha.
Preciso aprender a descansar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Olha só por onde eu vou andar:
Teatro de Tábuas - roteiro.

Acordo. Procuro os canhotos e confiro os cheques do projeto que está fazendo a prestação de contas. Acho um extrato de toda a movimentação da conta. Oba! Levo à produtora. Passo na autorizada da Nikon e mando ajeitar a tampinha das pilhas que quebrou. Ligo pro lutier que vai dar um trato nos meus violões para que eu faça a viagem com os intrumentos calibrados. Combino de levar hoje à noite. Vou dar aula. Aviso à todo mundo que eu não poderei mais dar aulas, que não serei eu que vai fazer a ciranda da apresentação do fim do ano. Faço política, peço ajuda, confabulo, falo com o chefe e ele foi sussa. Eu trouxe a "problemática" e ao mesmo tempo a "solucionática": já tenho a pessoa para me substituir. Ligo para todos os bares que eu tinha data e explico a situação. Procuro por limas, procuro por soluções. Acho todas. Ligo pro meu filhote e aviso que eu vou viajar por um tempão então vamos ter que ajeitar nossas agendas. Dou duas aulas com a criançada fazendo a maior chantagem emocional. Caio em todas. Saio da fundação e vou para a casa do percussa que me chamou para tocar em Jundiaí. Tomo banho lá, troco de roupa e lá vamos nós pegando estrada. Descarrega o carro, monta a aparelhagem, toco, toco, toco, canto, canto, canto. O bar não vende coca-cola, um absurdo. O negão percussa está exausto. Eu ajudo a desmontar a percussão, carrego pro carro, dirijo o carro até a Vila União. Me perco na volta. Me perco muitas vezes na volta. Me perco pra caralho.
Chego em casa. Tem um privada nova. Eu iria comprar hoje a tal privada.
Hoje acordarei, irei ensaiar no Teatro de Tábuas, saio na hora do almoço e vou dar aula na fundação. Saio da fundação e levo o violão pro lutier, deixo lá e uso o outro. Corro pra ver a minha amiga cantar e passar pra ela as coisas que precisam ser feitas lá na Fundação e com os meninos do Bate Lata.
Precisava achar um teclado pro meu palm, assim posso escrever e enviar pelo meu celular os textos para o blog, os email's. Lembrar de cobrar o cachê daquele show. Deixar cheques assinados. Compar remédios pra viagem. Cigarro pra 52 dias. Quantas calcinhas levar? Ixi, não tenho mala. Tenho que levar cobertor? Vai ser o ó dormir com um monte de gente em um treiller, sempre tem um que peida de noite. Eu sempre fico com os pés pra fora. Seria demais levar meu saco de dormir? Acho que seria. Comprar ração dos cachorros e deixar estocado. Fazer a cópia da chave daqui de casa e deixar com meu amigo que pode vir aqui alimentar os cachorros, caso seja necessário. Levo quanto de grana?
Aiiiiiiiiiiiii...
Não vai ser fácil esse período.
preciso me economizar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A gravação deu certo. Tudo lindo. Cansaço, muito cansaço mas valeu a pena.
Na volta pra casa tomei as cervejas que queria e fiquei feliz da vida, ouvindo sem parar as coisas gravadas.
Aí eu fui ao lavabo fazer xixi. Tava meio felizinha mesmo. Tanto que não pude imaginar que houvesse um ser daqueles ali, escondido nas sombras. Me atacou, a desgraçada. Eu ali, as calças arriadas e ela, catapum, parte pra cima de mim. Eu reajo femininamente, berro e levanto os pés. Ela me ataca outra vez, filha da puta de barata dos infernos. Mais uma vez fujo, ela vem pra cima de mim, sobe em minha perna, aí eu começo a perder as estribeiras e berro mais uma vez, minhas mãos segurando na parede de azulejo, não tenho para onde fugir, piso no vaso sanitário, ele vira, quebra tudo no chão, a barata subindo por minha coxa e eu berrando, os cacos eram muitos, água escorrendo pelo chão, a barata some no meio do caos e eu fico com as calças meio arriadas, meio levantadas, um pé pisando no chão coberto de caco e água de privada, outro pé levantadinho em pose sexy, estática, pensando: acho que fiz merda.
Ouço uma voz perguntar, depois desse escândalo todo:
-Tá tudo bem?
É óbvio que não, né? Ou você acha que fazer xixi causa tanto alvoroço?
Não sei como não me cortei toda. Nenhum corte, nenhuzinho.
Hoje a privada brilha charmosamente lá na rua, esperando que alguém leve embora.
A barata?
Fugiu, a covarde. Mas a guerra foi anunciada. Venha ela, as amigas dela, a família dela, o verão e suas baratas voadoras assassinas, mato todas sem piedade alguma.

Acordo no outro dia, uma ressaca do cacete, uma lembrança que quebrei uma coisa que não devia. Meu telefone toca e eu atendo. Ops...ok..passo aí.
Passei lá e mudou tudo. Viajo dia 13 com o Teatro de Tábuas e só volto dia 23 de dezembro. Auto de Natal de 2009 e eu lá cantando.
Como é que eu baixei lá? A cantora oficial teve um problema sério de saúde e como viajariam por lugares inóspitos desse Brasilzão, foi decidido que ela ficaria em Campinas. Eu fui chamada para substitui-la. Játrabalhei com oTeatro de Tábuas. Fiz o Auto de Natal de 2007, a trilha e a direção musical. Fiz a trilha do infantil de 2008 e agora lá vou eu cantar nesse espetáculo. ADORO. Sai de Campinas, vai até a Bahia, chega até Petrolina, volta pr Minas - e isso tudo de ônibus, dormindo em trailers, cada dia em uam cidade diferente e muito tempo comendo chão - volta pra São Paulo e finaliza com uma apresentação em Campinas. Vai ser pauleira mas eu gosto, né?
Ou seja, sumirei destas bandas por um tempo, mas sempre que puder eu venho aqui e coloco as novidades.
Adoro essa minha vida ...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

É HOJE!!!!!!!
Gravina, vamos lá!!

PS: nervosinho...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

eu e os meninos fazendo som

Esclarecimentos coletivos

Eu sou uma pessoa criativa. Vivo da minha capacidade de criação e nas horas vagas ainda venho aqui e solto o verbo. Verbo inventado por mim, verbo maluco, verbo poético, verbo catarse, verbo-verdade e verbo-mentira porque eu sou uma artista e preciso andar entre os mundos. Preciso daquele lugar onde tudo é possivél, tudo é real, tudo é meu.
O blog aqui é isso. Meu espaço para maluquices.
Mais uma vez: NÃO, NÃO É VERDADE QUE EU TENHA TARA POR ANÕES BESUNTADOS EM MANTEIGA DE ERVAS. Gente, peloamordedeus, se eu lá tivesse uma tara dessa eu sairia dizendo isso em blog? Claro que não, né? Estaria naquelas comunidades fechadas onde ó os taradões malucos mesmo andam e lá eu faria as minhas estripulias.
Não gosto nem de baixinho, vou lá gostar de anão! Isso é uma piada, tinha um contexto. às vezes eu ainda uso, mas ainda assim é uma piada.
Outra...quando eu digo que to doidona, isso é uma metáfora. Não to doidona. Não mais do que eu sempre fui tachada, apesar de sempre reclamar quando me chamavam de doida. Não to doidona no sentido ruim. Tô doidona no sentido que é uma merda ficar como eu fico e eu nem sei o que fazer com as coisas que eu carrego em mim. Aí eu digo que to doidona.
Mais uma...eu afirmo que darei um jeito de pagar esse cd mesmo que tenha que dar o cu na praça. Óbvio que não vou botar meu fiofó na praça. É uma força de expressão. Tá certo, horrorosa, meio chula, não sou sempre um primor de elegância, mas ainda assim é uma força de expressão, uma coisa que indica o quanto que eu estou disposta a achar soluçoes para os problemas.
Não, eu não vou matar um. Nem a vizinha filha de uma égua que matou meus gatos todos. Nem ela, a vaca maldita assassina de gatos eu vou matar. Quanto mais alguém que não fez nada, que só me chamou de vacilona ou que mexeu onde não devia. É meu exagero natural. Cão que muito ladra, não morde. Eu, o próprio cão banguela.
Eu sou um poço de exagero, metáforas e força de expressão.
Só isso.
Tá tudo bem por aqui.