terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tô em uma lan house em Jacobina, interior da Bahia. Um calor de rachar coco. Tentarei ser sucinta...tarefa hércula!
Horas e mais horas em um banco de ônibus. Graças a Deus o ar condicionado funciona e o pessoal é tudo gente boa. Tudo aconteceu na viagem.
Viajamos em três carros: o ônibus leito, o caminhão com a estrutura do palco e um moto home que leva os técnicos. Quebrou um treco em um deles. A correia de não sei o que que explodiu um parafuso que furou um negócio que foi colado com durepox que viajou assim mesmo. Nós tivemos que esperar esse povo e ficamos oito horas em um posto de gasolina em Minas. Todo mundo cansado, mas calmo. Tomei banho, lavei cabelo, cuidei da minha pereba.
MInha pereba está sendo tratada pelo técnica circence, já que me mechuquei no mastro do circo. Me orientaram a fazer xixi em cima e isso é o remédio. Mijar na canela. Relutei no começo mas depois que u vsenti aquela "latejância", aquel vermelhão, não fiquei a fim de ficar impossibilitada de me machucar em outros lugares. Mijei em cima. No começo era difícil acertar a canela e o pé esquerdo. Agora já to craque. E posso garantir, tá fucnionando. Pelo sim ou pelo não, meti um antiinflamatório poderoso guela a baixo. Eu quero é ficar boa logo porque tem muita estrada ainda.
A estréia foi absolutamente zicada. Por causa do quebra quebra dos caminhões, chegamos na cidade muito, muito tarde. A multidão esperando, a estrutura sendo erguida, um meod do cacete daquilo despencar e acertar o povo, pede pro povo ser afastar, fala no microfone que éperigoso e o povo cagando e andando pra gente. Depois morre e vem assombrar...
Com meu figurino eu me transformo na Rainha do Gala Gay. Um puta de um travecão massa. Achei um homem que era maior que eu, quando montada de traverco. Um puta de um negão manga larga marchador. Uma beleza mesmo. Pena que era meio gago e um pouqinho fanho. Tenho certeza que no fim desta viagem serei muito menos detalhista.
Meu sapato é um perigo. Adortei ele mas hoje percebo que eu posso realmenmte cair e me machucar. O diretor insistia que u casntasse no terceiro andar da estrutura, algo em torno de nome metros. Na hora eu gelei e comecei a macumbar, fazer promessa, prometer mundos e fundos, fundilhos, o caralho! Eu não queria era subir lá toda emperequetada de travesti, meia arrastão, sandália salto 15!!! Eu caio daquela merda! Tanto rezei que funcionou. Parece que o diretor esqueceu de mim. Melhor, parece que as dificuldades técnicar de m colocar lá em cima mudaram a idéia inicial. Quase beijei na boca do técnico de som que confirmava o tempo todo que o mic sem fio não pegaria lá no alto, que não tinha cabo, que era complicado.
A estréia foi melhro do que imaginei. Tirei tanta foto, mas tanta foto! Me senti a Ivete Sangalo versão traveco da renacença. To causando de travecão.
Dormimos em um hotelzinho em Teofilândia e eu poderia lamber aquele colchão porque dois dias dormindo dentro do ônibus ferrou com minha perna emperebada e com minhas costas. Fomos dormir as quatro e meia da msanhã e sa saída estava programada para o meio dia para seguimos para SantaLuz. O pneu do ônibus estoura no meio do nada e ficamos mais uma vez esperando na estrada. Um calor, mas era um calor que eu tinha certeza que o prórprio demo iria sair do chão e dizer boa tarde. Uma fome do cacete, exaustos, fedidos, muitas pessoas machucadas, ( uma mão qwuebrada, uma mão luxada, minha canela apodrecendo e muitas doires musculares). Achamaos uma pousada que poderia fazer de improviso almoço para 21 pessoas. Para nosso deleite tinha uma piscina e foi liberada para nós. Nem pensei duas vezes. Estava de top e um shorte colado de malha, arranquei blusa, sandália, caguei e andei pra minha pereba e caí na água. Fui tão feliz, mas tão feliz que me dava vontade de chorar.Uma comida boa, um banho bom e aí bateu um cansaço absolutamente avassalador. Uma horinha depois chegamos em SantaLuz e tínhamos que começar a nos preparar pro espetáculo.
Uma cidadezinha pequenininha mas com gente, viu? Porque era tanta gente, mas tanta gente vendo o espetáculo. Coisa bonita de se ver, aquele mar de cabeça, as expressões, os sorrisos dos adultos e das crianças. Definitivamente, eu gosto dessa vida.
Mais uma vez tirei milhares de fotos. Uma bichinha chegou pra mim, todo encantado com a maquiagem, com o figurino, estava quase chorando de emoção quando me pediu pra tirar foto. Aí eu dei a louca e eu e a bichinha tiramos várias fotos tipo bicha-louca do interior da Bahia. Ele subia no meu colo, eu no colo dele, bocão, cabelão, tudo que viado gosta. Fiz minha boa ação e segui feliz.
Um senhor chamdo Eráclito ( coitado) veio falar comigo, todo gentil e elogioso. Eu expliquei que era da terra, que era da Bahia e que morria de saudade de comer rapadura., mas falei assim, batendo papo mesmo. Daqui a pouco, ó quem chega? O velhinho com a dona da casa que era o local de suporte com uma rapadura na mão. Quase chorei outra vez. A dona da casa fez questão de me entregar em mão porque somente ela tinha a rapadura pra me dar, o seu Eráclito tinha corrido a cidade toda, naquela hora, só pra satisfazer meu estômago saudoso. Achei lindo. E ainda pra completar, a dona da casa me deu um doce de leite de cortar, dali da região, que eu comeria sozinha e babando de joelhos. Nordestino sabe mesmo recebr e fazer a gente se sentir querido.
Dormimos em outro hotel daqueles. Um calor do cacete e um cheiro de ralo podre que inaavdia o quarto. Aline, a flautista, cosneguiuy tapar o ralo com um plástico e eu desmaiei. Acordamos cedo, sei e pouca, tomamos café e seguimos para Jacobina. Aqui. Agora.
Passeio pela cidade que tem tudo ( até lan) e é recheada de pequenas cachoeiras. Como só tenho que me apresentar para a produção as quatro da tarde, tenho o dia para descobrir estas tais cachoeiras, ver o povo, comer.
Sou uma figura exótica., Meu chapéu de lona, meu óculos, um top rosa, uma camisetinha azul escuro, meu short de malha preto e por cima, cobrindo a perna emperebada que dói pra caralho, lateja e me lembra que u sou um idiota, uma canga verde amarrada como indiana. Sim, eu sei que tô mais colorida do que o normal, mas eru to de viagem e preciso ficar confortável.
Meu saco de roupa suja começa a pesar e eu fico aqui pensando quando conseguirei lavar roupa.
Hoje a noite promete.
Amanhã seguimos para Petrolina, divisa entre Bahia e Pernambuco. Depois seguimos pra Goiás.
Ainda não descansei de porra nenhuma e realmente preciso cuidar do corpo e da voz.
Sinto saudade de minha cama, de meus amigos e de meus filhos. Mas não é uma saudade doída. É uma saudade de lembrança daquilo que é meu e é bom. Eu já volto.
Carô, faça um festão em casa e bote pra quebrar. Se eu tivesse ficado em casa, eu faria.
Sandra, se lembre de agradecer.
Ju, você estaria amando isso aqui. Cada lugar lindo.
Filhotes, mamãe parece travesti mas não é, tá? Aquel papo de adotado sempre foi uma piada familiar.
Amado meu, eu chego logo, logo.

8 comentários:

Menininha bossa-nova disse...

Eu quero ver fotos de vc de travesti!!!!!!!!!!! Geni!

Ju Hilal disse...

Hahahaha
Que delícia!!!
Eu ia mesmo amar...
Adorei a história da rapadura e do ensaio fotográfico com a bicha baiana.
Saudade monstra!
Beijossssss

Morena disse...

To com uma saudade gigante! Esse seu celular não está funcionando... ai que merda!!!!
Volta looooooooooooogo!

Georgiana disse...

E em Goiás tá um calor de forno de padaria misturado com sol do saara. A outra opção é o dilúvio. Não sei o que prefere. Bom ler você daqui... tb quero ver as fotos.

Caio Petrônio disse...

Tatiana Rocha!
estou com saudade tb mas está muito divertido acompanhar o seu blog!!!
bjo!!

matheus disse...

Minha querida
ainda procurei você de novo
isso tudo parece a sua musica
"reencontro" olho no olho rsrsrs
a respeito sobre nunca sair dessa ilha... é por que procuro negar sempre à babilônia.
as sereias possuem uma arma ainda mais terrível que seu canto: seu silêncio. rsrsrsrsrs
então quando a musica parar de tocar. só resta você. aos 10 30 50 passos de idade da pedra... no mesmo mundo...
já estou escrevendo um filme no nível do terra em transe...
e o titulo vai ser (o olhar é sexo) sobre as palavras espermatozóides nascendo, em cada consciência um universo imediato...
no fim ainda penso em milhões de palavras espermatozóides querendo entrar em uma cabeça fechada... são só palavras...
espero que tenha gostado dos discos no disco.
desse sangue cigano... rsrsrsrs
e já estou aguardando os vídeos nesse programa mágico. depois de umas palavras... imagine rsrsrsrs
assim que tiver produzindo mande!
adorei você. tentei encontrar alguma barreira e não consegui.
incrível.
parabéns e obrigado por tudo.
principalmente pelos seus sorrisos.
é o olho no olho! rsrsrsrs
muito doce sua musica “cavalo alado”
só posso dizer que, há quem diga que no fundo todo mundo não passa de um poço profundo de desejos confusos na busca do colo resoluto que nos faça adormecer crianças antes da morte que é a própria coisa outra vez.
se um dia você mudar de idéia. pense no reverso de tudo que você disse. e logo você existe.
a respeito da recompensa, eu nunca parei pra pensar nisso. e isso é o que todo mundo fica preocupado. eu estou apenas criando. É como a sua musica “vai doer” ? rsrsrsrs
Aristóteles afirma que o trabalho é incompatível com a vida livre e defende o ócio, diferenciando-o da preguiça. “é no ócio que o homem encontra a virtude“
estamos habituados a compreender o conceito de trabalho humano simplesmente como atividade econômica.
onde trabalhava 100 homens hoje uma maquina trabalha 24... e faz o trabalho 100 vezes mais...
e essas fotos, desse lugar, é como os quadros de van gogh, antes ele fotografava, e ele mesmo imprimia. aquele lugar...
hoje uma maquina faz tudo...
isso sim é coisa rara, encontrar maquinas... programadas pra brincar...
Beijão.

Carô disse...

Querida, festa sem você não tem graça nenhuma... Que bom os seus relatos aqui, saudades arretadas!!!

Zénérso disse...

Bom... muito bom... agora descobri porque nunca tive machucado nas pernas e no pé: cada vez que me embebedo - e faço isso todo dia - mijo no meu pé! Sem saber, faço isso preventivamente! Medicina preventiva! Chique! Agora, puta doideira isso tudo! Fiquei com uma inveja arretada! E pensar que você passou por Botucatu e eu nem vi! Isso não tem perdão...