segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Caminho, caminho simplesmente.
Caminho de peito aberto, riso frouxo, passos confusos mas sempre em frente.
Caminho como se fosse a unica coisa possivel em mim, a unica opcao, a unica saida.
Caminho como sobrevivente que sou.
Pesa em minhas costas a bagagem que carrego na alma, pesa em meu peito todos os choros e risos que vivi e, mesmo assim, caminho.
Caminho em dias de tempestades, em noites frescas de lua crescente, em madrugadas frias e manhas ensolaradas.
Caminho procurando o peito morno do fim da viagem, a mesa posta, a cama feita. Caminho so mesmo para poder chegar. Para ter a sensacao de ir.
Caminho.
Meu caminho.
Todo o meu caminho.
Meu.
Pra sempre meu...

2 comentários:

ariadne disse...

E cada um tem seu caminho . Não adianta ir pelo atalho dos outros, não é?
Excelente caminhada pra vc, querida.

beijos

Georgiana disse...

Quero achar só o caminho sem fim, sem imaginar o que me espera do outro lado,do lado de lá... enfim, só caminhar sem preocupar com nada.