quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Aí eu cheguei para a figura e falei, de boa mesmo, que era melhor parar com aquela palhaçada, porque tava me tirando do sério, que eu era legal, mas não era mansa e que ficar de sacanagem na minha cara não ia ser legal. Não sou sua amiga, viu? Só sou legal.
Aí a figura falou tudo bem, tudo certo, me desculpe aí, mas foi eu virar as costas, não é que a vaca tava lá de novo?
Não pensei duas vezes. Dei foi um murrão no meio da fuça. Machucou meus dedos e eu pensei que ia ser difícil tocar com a mão machucada. Não satisfeita, sentei em cima da barriga do ser folgado e distribui um bons tabefes de mão aberta porque a minha mão já estava machucada e eu não queria machucar mais. Para compensar, desci a mão sem piedade. Ora a com a direita. Ora com a esquerda. A filha da puta nem pio dava.
Acaba a confusão e não é que a vaca jogou a minha bolsa de equipamentos, cabo e microfones dentro da piscina? E ainda a guitarra?
Quando eu vi aquilo, aí que eu fiquei louca mesmo. Quis partir pra cima outra vez, mas me seguraram. Mexa com a mãe da gente, mas não mexa em instrumento. Fiquei doida. Eu sabia que tinha sido ela, mas ninguém queria confirmar.
Tá certo, então. Tá bom. Então eu vou fazer um B.O. sobre o caso. E fui!
No meio do caminho um professor universitário me ofereceu maconha hidropônica que seus alunos estavam plantando. Achei aquilo um absurdo, caralho..os alunos? E fazendo isso dentro da universidade? O mundo tá perdido mesmo.
Não achei a bosta da delegacia para fazer o B.O. Mas todo mundo estava vindo atrás de mim, pra ver se eu faria mesmo. Uns da turma do " deixa disso" e outros berrando " mata! mata".
No meio tempo um cara meio esquisito ficou me seguindo e eu fiquei com medo dele. Quando a gente precisa, cade o povo pra ajudar?
O cara, sei lá como, conseguiu roubar a minha calcinha vermelhinha minúscula e meteu na cabeça e saiu pela rua desse jeito. Eu fiquei achando que ele devia ser maluco, isso sim, mas eu queria a minha calcinha de volta. Sei lá o que ele podia fazer. Macumba talvez? Resolvi correr atrás dele, mas o baixinho era ágil e entrava pelas ruelas escuras e eu não conseguia nem chegar perto dele. E durante isso tudo eu pensava que as cordas da guitarra deveriam estar estragadas. Puta merda, haja grana para dar um jeito naquilo. Minha mão ainda doía e eu encontrei mais uma vez a figura, aquela lá do começo da história, em uma esquina, me esperando, à traição. Dei um maiguiri que pegou assim, meio de lado e o salto deixou a marca direitinho no pescoço da figura. E ela estava segurando a minha calcinha, toda amassadinha! Ai, filadamãe, roubou a minha calcinha vermelha semi-nova!
Aí eu senti que tinha uma coisa me incomodando muito, muito mesmo. Um som entrava na minha cabeça, bem lá no fundinho.
Era a porra do alarme do celular avisando que estava na hora de acordar.
Abri os olhos, olhei pros lados e estava tudo em ordem.
Agora me diga se isso não é um começo de TPM muito interessante?
Faço barraco em sonho. Meto a mão na cara de um no sonho. Encontro maluco em sonho e acordo com uma vontade imensa de comer chocolate.

Mulheres...bah

8 comentários:

Túlio disse...

Tô achando que você aceitou a maconha hidropônica...

Tatiana disse...

hahahahahahahahhahahahahahahah

Danny disse...

Hahahahaha! Bem que eu desconfiei do nonsense...
=)
Beijo, querida!

Morena disse...

Voce fumou chuchu ???????

Arnaldo disse...

Em nenhum momento eu desconfiei que fosse sonho, pois, se existe uma pessoa com quem esse tipo de coisa pode acontecer, essa pessoa é você.

Anônimo disse...

Aposto que não foi sonho...

Tatiana disse...

Gente, eu sou fina pra caralho...
não faço barraco!

Tatiana disse...

Fumar chuchu dá barato?