quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Não tem grandeza nenhuma em mim.
Não tem alegria.
Não tem prazer , nem cor que pinte a tela cinza que se estende por dentro.
Minha mão dói quando ela bate e provoca a dor.
Como aquele pai que deixou o filho ser preso, eu também sofro.
Outra vez, o machado se mancha com seiva que escorre.
Meus olhos secos, choram.
Minha mão treme e, de olhos fechados, peço ajuda e que outra mão maior e mais sábia se coloque sobre a minha.
Choro.
Choro seco e inundo tudo que tá vazio em mim de tristeza e solidão.
Não tem grandeza nenhuma em mim.
Não tem alegria.
Como o carrasco, no instante que antecede o ato, cubro a cabeça de negro e no escuro do capuz, eu finalmente posso soltar as lágrimas e sinceramente choro.

5 comentários:

Bruno Ribeiro disse...

Fica fria por hora e não faça nada. Nada como um dia após o outro, ainda que seja um chavão dos mais grudentos. Eu entendo o que vc está sentindo, mas o bom é que não dura. Sempre que isso acontece comigo eu me recolho um pouco, me afasto, fico mais seleto. E conto com os poucos e bons do meu exército. Querendo conversar, estou na área. Com várias garrafas de Lambrusco.

Ana Paula disse...

é assim mesmo, minha amiga... tem q jogar fora o q não serve mais pra dar lugar a tantas coisas boas q estão chegando
:)

Adriana disse...

vc quem pensa...

bjks de Nini

MonikMusic disse...

Prá frente é que se anda...conta comigo olha pra frente que eu tô lá...bjus

Lord Broken Pottery disse...

Tatiana,
Queria saber dizer alguma coisa. Falta-me entendimento e palavras. Aceite o carinho amigo.
Beijo