domingo, 4 de setembro de 2005

Ontem eu assisti uma entrevista do autor do "Mundo de Sofia", Jostein Gaarder.
Muito interessante, o cara é culto, é simpático, no meio da entrevista contou que foi ao Japão e os homens japoneses ficaram muito surpresos de os homens nuruegueses optarem, muitas vezes, em ficar meio período em casa cuidando das crianças enquanto as mães trabalham período integral. Para o homem norueguês isto já é uma questão resolvida, mas para outras culturas ainda causa estranhesa.
E ele garantia que foi este contato com crianças que fez ele entender que TODAS as crianças são filósofas por nascença, que precisam só do estímulo para que não parem de tantos porques naturais humanidade. Ele escreveu um livro para isso.
Foi este o ponto que eu me peguei.
Imaginemos um mundo em que os homens ficasse, todos, pelo menos meio período com seus filhos. Tivessem que lidar com problemas de manchas que não saem de jeito nenhum,
com o dia a dia infantil, lidar com ataques de manha, a dificuldade de ter uma vida própria mesmo cuidando dos outros, da casa. E ainda ter tempo para seguir seus sonhos, seus desejos ( no caso do noruegues, escrever um livro).
Será que o mundo seria mais afetuoso? Afinal, não dá pra educar todo mundo na base da porrada!
Será que estes homens criariam uma humanidade guerreira? Esparta criava sem mães os meninos a partir de 7 anos e eles eram um povo bélico.
Como seria este mundo?
Como seria ter os papeis sociais invertidos?
A intuição seria incluida como dado do currículo?
Fulana de Tal, PHD em física nuclear, professora sênior da Universidade Tal e intuição à flor da pele. Sabe lidar com os dramas emocionais dos funcinarios pela capacidade de sentir EMPATIA.

Ou será que o mundo dos negócios seriam completamente flutuante?

MANCHETE: Bolsa de valores fechada hoje por motivo de TPB coletiva o que causou assassinatos em massa!!!

Será que essas definições fechadas ( mulher sensível, homem guerreiro) se manteriam?
Não será o contato tão íntimo com o universo infantil que faz as mulheres serem como são?
Não será o mundo dirigido somente em função das crianças? Ou seja, vivemos uma tirania do mundo infantil??
sei lá...
Mas gostaria de passar um tempo na Noruega, vendo os homens passearem com seus carrinhos de bebe, bater um papo ( com tecla SAP, é claro), enterder o que consome a alma de um homem assim. Seriam as mesmas questôes que causam tantos problemas aqui na nossa terra?

Não sei...mas acho a idéia interessante.
Deve dar certo, afinal, Noruega é um dos países mais prósperos da Europa. Talvez por isso mesmo. Estão mudando tudo do lugar!

Um comentário:

Simone VindaárR disse...

Olha, eu adorei o questionamento, principalmente porque como mãe, não tenho espírito materno, tenho instinto materno, e minha relação com meu moleque de 13 anos é extremamente franca e aberta, camarada - parecemos irmãos.