quarta-feira, 30 de junho de 2010

Meu recolhimento é óbvio. Fico muito mais em casa do que antes, cuido daqui, das minhas plantas, da minha sementeira de flores, de minhas ervas, das cachorras, do filhote ( Djembe). Vejo televisão deitadinha no meu sofá/cama, aquele friozinho de Barão, um cobertorzinho me esquentando, um chá quentinho perfumando a casa. Denguinhos para mim mesma.
Cuido de mim com todo o carinho.
E o que preciso? Agora, o que eu preciso?
Penso nisso com cuidado e atenção. O que mudou dentro de mim ao ponto de mudar minhs necessidades. Tanta coisa mudou fora de mim que não é possível que tudo tenha ficado igual por dentro! O que mudou?
Penso nisso e ,mais ainda, sinto isso, tento entender com minha subjetividade o que está em mutação dentro de mim.
Descobri que eu não sou uma andarilha. Posso ser uma viajante mas eu preciso de um porto, de um canto, de um lar para eui chamar de meu.
Quero viajar mais, conhecer mais gente e levar mais coisas minhas por esse mundão, mas quero voltar sempre que posso para a minha casa. Preciso de casa.
Gosto e aprecio a companhia masculina. Tanto para farrear, jogar sinuca, falar merda como para dividir dengos e cheiros, sabores e suores. Gosto dos homens e preciso deles.
Quero um para mim. Um normal, diga-se de passagem. E quando digo normal quero dizer que tenha seus brilhos e suas sombras, mais ou menos equilibrados, uma pessoa que esteja tentando se entender e ficar de bem com a vida porque gente maluca, neurótica, que goste de sofrer ou de fazer sofrer, eu não aguento.
Quero um companheiro do meu tamanho. Isso já esta bem bom.
Quero mais palcos. Quero mostrar mais as coisas que ando fazdendo, as músicas, as histórias. Quero esse encantamento todo.
Quero meus filhos e minha família mais perto de mim. Puxa vida, que sina, essa a minha. Todos tão distantes a tanto tempo. Saudade de minha mãe véia de guerra que sabe rir da vida, saudade d eminha irmã doidiona que um dia se chamou Estrela do Mar. Saudade do meu sobrinho que é só paz e que me deu meu primeiro sobrinho-neto, mesmo que eu ainda ache muito foda ter um sobrinho neto. Saudade dos ataques de bobeira junto com meus filhos. Definitivamente minha família é uma família bem divertida.
Saudade deles todos.
Ah, a saudade é uma coisinha gostosa quando é suave, mas quando fica violenta, dói.

3 comentários:

Georgiana disse...

Hoje, seu depoimento me trouxe gosto como o cheiro de um chá aromático feito por uma boa e velha amiga. Obrigada!

Patricia(Gô) disse...

Andarilha viajante , mas com CEP..
bjs mil

Anônimo disse...

Todos sempre precisamos de muitas coisas mas o que você "pede" está bem fácil de conseguir. Um companheiro(eu até então acreditava que você tinha um, sei lá por quê!!!!), quantos homens não estão dispostos a ter esta mulher maravilhosa por perto, com seus dengos e chás? mãe e irmã vira mexe e sempre estão juntos, sobrinho(sobrinho neto????)...a mesma coisa e filhos, ah!!! estes nem se preocupe pois se existe alguém que nunca nos deixa são os filhos, hoje eles podem estar as voltas da faculdade mas certamente os finais de semana são seus. Mãe é sempre aquele porto que segura a onda quando ela bate forte, é a pessoa que eles podem confiar e por isto eles nunca ficam longe. Tudo bem que tem as mães parideiras que botam filho no mundo e acham que isto é ser mãe(coitadas - sabemos nós o trabalho que é orientar e encaminhar um filho na vida), mas estas.... até mercem que os filhos fiquem longe, isto é uma consequência. Continue dando segurança aos filhos, contactando mãe e irmã, sobrinho neto, também e tudo segue o caminho que deve ser, troca de confiança e união.
Bateu saudade dos meus mas é bom saber que amanhã a casa estará cheia já no café da manhã - vamos cozinhar que a turma é grande.
Abraços
India