sábado, 21 de novembro de 2009

de pernambuco a goiás, passando por tocantins

Michel e Cris com o Motô
Eu e Nat saudando as águas santas do São Francisco.

Natália, Cris, Eu, Adriel e Michel fazendo sei lá o que lá...

O banho de rio revigorou a alma mas depois de um tempo meu corpo pedia um banho de verdade. Pareço a nega maluco, aquele cabelo duro e meio ensebado.
Tô aprendendo a lidar com as adversidades e pegando alguns macetes.
Lição número um: nunca despreze um banho, seja onde for. Agora por onde eu passo e é possível tomar banho de chuveiro, eu tomo.
Para esses momentos carrego uma mochilinha com canga para secar o copor, uma pequena bolsinha com sabonete, shampoo 2 em 1, desodorante, paste e escova de dentes, uma calcinha limpa, uma camiseta mais ou menos limpa ( até agora não conseguimos lavar roupas), protetor solar, óculos e biquini. Não fico mais grudenta como uma fita dupla face.
Lição número dois: abandone o sutiã e utilize top. Muito mais prático e quando o calor pega mesmo, arranca a camiseta e fica mais fresquinha.

Lição três: banho, só de sandália havaiana. Isso é uma lei.
Já chutei o pau da barraca e to fazendo varalzinho da minha janela do ônibus. Canga secando, calcinha e camiseta. Não tem jeito de manter a elegância. Ando o tempo todo de chapéu e óculos escuro, além de uma detestável e útil pochete. É, minha gente. Tô de pochete. A coisa fica feia quando se está longe de casa.

Passamos ontem pela Chapada Diamantina. O dia começava e eu já estava acordada na cabine do motorista junto com o Ninja que também madrugou. Comentei com Welligton que estava morrendo de vontade de comer um pão com ovo. Falei com tanto gosto que ele também ficou e paramos em um posto da beira da estrada, com a Chapada estridente na frente. Lindo. Foi o melhor pão com ovo e café puro que tomei na vida.
Seguimos até chegar na fronteira do estado do Tocantins e eu adorei aquilo tudo. Campos imensos, cilos brilhantes como naves espaciais e uma imensidão de terra. Tudo de grands corporações, é verdade, mas o verde das plantações me enchia de verde também.
Já abandonei minha cadeira de dentro do ônibus e sempre que posso fico lá na cabine do motô vendo a paisagem. Esse Brasil é muito grande e muito lindo.

Durante a viagem questões impostante apareceram.
Qual a diferença entre burro, jumento, mula, jegue, asno??? Ninguém sabe responder.
Outra questão: o que são aquelas bolotonas penduradas nos fios de alta tensão?? Um mistério.
Outro mistério: por que uma pessoa careca ( a Loi) tem shampoo e condicionador?
Aceito ajuda.

O Du tem a entidade dele lá, o Velho. Um ser implicante que vem e vai, conforme a sua vontade. Implica comigo e com a loi. Inveja, certamente.
Tanto sacaneei o Velho que tá baixando em mim um ser novo, a Darcy. Caminhoneira macho pra caramba que acredita que é homem. Foi criada até os 17 como menino e a coisa complicou em sua cabeça. É a versão mais chula de caminhoneiro. Quem chama a Darcy é a Loi que também tem sua versão caminhoneiro, o Jair. Ontem a noite, dormindo na carreta dormitório foi muto difícil despachar a Darcy pro além. Tenho medo que ela grude de vez.

A carreta dormitório é uma carreta mesmo. Três colunas de camas com três andares. Me botaram lá no alto e na hora de arrumar a cama, já despenquei de lá de cima. Um pé na cama de baixo e a mão no armário. Tiveram que me empurrar senão eu me estabocava no chão. Me senti um orca velha encalhada na areia da praia. Durmo muito bem lá mas tenho que tomar cuidado porque se eu sentar na cama, meto a testa no teto. Descer de lá também é um bom exercício matinal. Sempre dou uma escorregada e ralo a barriga.


Ontem teve sinuca. O Fogueteiro é o demo jogando mas fala demais e conta vantagem demais. Ganhou conco consecutivas e eu já tretando com ele porque eu achava que ele podia ter a gentileza de deixar outras pessoas jogarem, mesmo ele ganhando. Não me ouviu. Muito sutilmente, roguei um monte de praga e fiz campanha contra. Até que surgiu a oportunidade de fazer dupla com Daniel e por motivo de macumba maior, ganhamos dele. Foi a glória.


Minha perna ainda não cicatrizou direito e eu vivo com a sensação que tenho perna e pé. Chato isso de você fiocar lembrando que tem alguma parte do corpo. Pelo jeito, terei mais uma feia cicatriz. Jeitosinha é pouco.

Uma saudade de meus filhos que dói. Me controlo para não fazer dos filhos dos outros os meus. Mas mando mesmo dormir, pergunto se escovou os dentes, essas coisas.
Ai, filhotes, meu sobrenome hoje é saudade.

Carô, queridona, segura as pontas por aí. Daqui a pouco eu volto. Comprei um chapéu de vaqueiro pra você. Tô usado porque é preto, é lindo e é fashion, mas é teu. Vamos arrasar de dupla sertaneja, eu com meu chapéu de lona crua, você de lona preta.

Silvia, você passaria mal por aqui. Muita carne se come nessas estradas.

Juju, você teria tirado dois milhões de fotos.

Sandra, você já teria matado umas duas milhões de pessoas.

Meus alunos amados, não vou dizer que sinto falta de dar aulas pra vocês, mas que toda hora falo de alguma coisa referente a essa turma aí, ah, eu falo.

Cachorrada, to voltando. Mantenham-se vivos.

Palermuda, adoraria te evr em uma viagem dessa. HAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH
Hoje jogaremos Enigma e Detetive. O povo precisa de um novo arsenal de jogos. Você aqui seria preciosa.




6 comentários:

Carô disse...

Querida, tô com saudades arretadas!!! E claro que aqui vão os pitacos, sendo que o primeiro você já saberia se tivesse usado o lindo Houaiss que instalei no seu netbook, hehehehe: asno, jegue e jumento é a mesma coisa. Burro é estéril, filho de égua com jumento (ou cavalo e jumenta). Jegue também pode ser uma exclamação nordestina para um cavalo na beira de uma estrada paulista (hehehehe). As bolotas no fio de alta tensão são para não haver colisão com aviões. Uma pessoa careca que leva shampoo e condicionador é generosa, tá pensando em emprestar pros outros, hahahahaha!
Já tô adorando o novo chapéu e a nossa dupla de irmãs-sister again! E os cachorros já estão ótimos, Cacau mandou dizer au-au-au-au no mesmo tom e no mesmo ritmo, ou seja, tá reclamando da sua viagem... Beijos, querida, em vocês todos, e tasca calêndula nessa perna que ela sara logo!

Menininha bossa-nova disse...

Ai, ai, Tati, nem eu me imagino em uma viagem dessas, hahahahaha!! Talvez eu ficasse curada pra sempre, talvez morresse no primeiro dia. Mas, se tivesse enigmas todos os dias, eu aguentava...

Precisando, avisa, que eu mando um e-mail com alguns, hehehe (mas acho que vc já sabe todos que eu sei).

Beijo!

Ju Hilal disse...

Também quero tomar banho no velho Chico!!!
E tirar dois milhões de fotos...
:)
Só prá constar, a senhorita faz muita muita MUITA falta por aqui.
Beijuuuuuu

Vivien Morgato : disse...

Vai contando tudo por aqui, depois roteiriza e coloca no show. Quem não gostaria de OUVIR vc contando isso??

Marina F. disse...

Menina, ainda acho que vc devia voltar com um livro, tô adorando esses relatos. bjs, querida.

silvia disse...

querida que saudade de vc...tem ciranda virando coco por aqui...tem moça que virou uma verdadeira dama na aula até fiquei surpresa fui esperando uma coisa e me surpreendi pelo menos por enquanto... teus alunos são lindos...tudo está caminhando bem...encontrei apoio em todos que vc me falou, valeu!

Bom, se eu estivesse nessa gig teria que levar minha comidinha com certeza hehehehehehe...bejão um cherim de alfazema, inté!