sábado, 1 de agosto de 2009

Perdi a voz

Ontem durante a cantoria no Deck já tinha sentido que a coisa não estava boa pro meu lado. A voz não era a de sempre. A mudança de clima e a canseira que me dei causavam aquele resfriadinho.
Acordo hoje com meu celular tocando. Quando falo "alô" não sai nada! Afônica total!
Meu amigo Rafa veio ao meu encontro imediatamente e me arrastou pra um almoço. Não falo quase nada! Nâo consigo falar! Tento, mas machuca a garganta.
Como é difícil perder a voz. Como deve ser terrível para quem não tem voz, literal e metaforicamente.
Sinto que todos meus pensamentos se agrupam dentro de minha cabeça, querem sair, não podem, voltam se batem uns nos outros, gemem.
Eu estou assim. Repleta de palavras que eu precisava dizer porque hoje foi o dia que eu tinha decidido dizer algumas coisas.
Será que tem relação?
Porque eu não sou de perder voz!
Muito significativo...vou pensar melhor sobre isso.
Mas eu sou teimosa, eu disse que eu ia falar e vou falar mesmo que seja só escrevendo. Se perde algumas nuances, perde-se a força da palavra expressada, o tom quente ou frio da voz, mas já se quebra um galho.
Disse.
Minha voz não voltou, como que por encanto. Foda, pensei que fosse mais rápido. Não é.
Paciência, então.
Tenho medo de acordar amnhã coberta de espinhas, cada uma, uma palavra não dita que se rebelou contra mim e virou pereba na cara.
Palavras são coisas tinhosas também. Escorregam sem querer em horas impróprias. Batem forte na cara como se fossem tufão e a gente esperava brisa morna. Palavras furam. Escondem.
Palavras são armas.
Cuidado com elas.

Um comentário:

Georgiana disse...

Roubei suas duas últimas frases para dizer uma coisa para um amigo que machucou feio hoje. Eu queria dizer um monte... mas eu não consigo. Eu sou muda! Eu falo mas sou muda!!! Queria ser como vc que deixa as palavaras saírem. Enfim, cada um é cada um!