terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Vida no camping

Pra mim, acampar em camping foi uma delícia. Os encontros nas cozinhas comunitárias, a sonzeira que rola, a música, as pessoas diferentes, algumas vezes de outros paises, tudo muito legal.
Mas eu não imaginava que existem situações que a gente tem que fazer um esforço pra não dar um piti!
Nem todo mundo é educado e cuidadoso em relação ao silêncio. Puta merda, a gente caminha feito camelo o dia todo sob um sol dos nfernos, tá cansado, quer dormir e uma turma de filha da puta fica fazendo zuada como se estivesse na varanda da casa dele. E a gente ali, separado desse bando de animais barulhentos por uma fina camadas de nylon, dentro de uma barraca, obrigado a ouvir berros, piadas infames de gente desconhecida. Realmente é um saco, mas não é uma coisa tão surpreendente assim. O que eu realmente não esperava era aquele festival de pum que eu fui bombardeada! Gente, devia ser proibido peidar daquela forma! Estava eu lá, quase adormecendo, ouvindo o barulhinho bom dos grilos, dos sapos e , de repente, PUM! Eu chegava a pular de susto. No começo - juro de pé juntinho - eu pensei que fosse uma bomba, um ataque, sei lá o que. Mas não! Era flatulência agressiva mesmo. Aí a minha dificuldade era controlcar o riso porque cada vez que eu ouvia um traque desvairado me dava acesso de riso e se eu risse alto povo ia ouvir.
Mas pelo jeito essa preocupação em ser discreta é coisa de novato em camping porque outra coisa que eu ouvi foi uma fornicação generalizada nas barracas. Realmente o que mais tinha era casal acampando junto e é natural que o povo queira dar umazinha antes de dormir pra dar aquela relaxada básica. Tá tudo ótimo. Porra, mas em necessidade de foder e gozar nas alturas?? Aahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhh..ai ai ai ai ai ai...Logo na primeira noite meu filho caçula de 13 anos, meio que dormindo, ouve aquele festival de gemidos, abre os olhos, super sonado e me pergunta que barulho é aquele. É o povo namorando, meu bem. Ele dormindo diz: caramba, pior que gato.
E foi isso. Uma peidação sem fim e uma fornicação desvairada.
Eu enrolava minha cabeça em um casaco e ficava tentando não escutar tanto barulho.
Mas confesso que, no outro dia, cruzei na cozinha do camping com o casal vizinho da minha barraca e não pude deixar de pensar que olhando aquele casal meio natureba ninguém imagina que fazem tanto alvoroço e que tem tanto ânimo e tanta variedades de gemidos.
Realmente, impressionante!

10 comentários:

Morena disse...

hahahahahahahahahahahaha!!!! Já viajei a trabalho e tive que ficar hospedada, uma semana, em um lugar que era metade hotel e a outra motel!
Sei, perfeitamente, como voce se sentiu. Depois de um dia inteiro de trabalho à noite aquela gemedeira sem fim!

Ju Hilal disse...

Hahahahaha
Ainda bem que eu durmo até de pé, na chuva, no meio de show de rock.
Beijão

Georgiana disse...

Que bom que você está aí, relatando os gemidos e as flatulências porque hoje, a bomba caiu bem pertinho de acabar comigo. bjo

Tatiana disse...

Morena
Vc sabe como é...

Tatiana disse...

Ju
Vamos acampar e vc vai ver como é esse negócio..não sei se os campistas daqui sã tão..cmo dizer...fogosos...e peidorrentos..hahahahhahahahaha
mas no fim, é divertido!

Tatiana disse...

Georgiana,
Ixi...segura a onda...parece clichê, mas é um bom clichê..iss tabém vai passar!

Arnaldo disse...

Já acampei muito, mas acho que não encaro essa novamente. Acho que passei da idade. Além do mais, sou dos que peidam!

Carô disse...

Que bom você de volta! Tô saudenta - e morri de rir com o camping. Acordei os gatos :-)
Beijo

Tatiana disse...

Arnaldo
Eu to virando campista depis dos quarenta. E to amando.
E eu fiquei pensando...será que eupeido daquele jeito enquanto durmo???
Porra...

Tatiana disse...

Carô
HAHAHAHHAHAHAHAH