quinta-feira, 28 de agosto de 2008

eu e meus sonhos

Dormi.
No mundo de Morpheus fui pra outro lugar, outro reino, outro universo.
Estava realmente no alto de uma grande montanha, um vento muito frio penetrava as roupas grossas que eu usava. Era noite.
Atrás de mim um grande fogueira, muito maior que eu. Não consegui identificar se estava sozinha ou não.
Na beira do precipício, eu de pé, braços abertos, olhos fechados, esperando alguma coisa que eu sabia ser muito importante.
Uma imensa espada de aço desce dos céus. Conforme ela descia, uma luz diáfana iluminava tudo. Meu coração batia muito rápido. Uma mistura de medo e expectativa.
A espada se move rápido e, em um único movimento, pára a milímetros do meu pescoço. Sinto o frio da lâmina mas sei que ela não encosta em mim. Abro meus olhos e fito o rubi vermelho do cabo da espada. Nada se movia em minha volta e eu sentia que até meu coração parou.
Muito devagar ela vai subindo e fica a um palmo da minha cabeça.
Me ajoelho e a espada pousa em cada um dos meus ombros. Realmente pesa em meus ombros.
Choro, emocionada.
Uma imensa responsabilidade me foi dada. Não sei ao certo qual é, mas sei.
Um caldeirão imenso e preto.
Eu ainda na montanha ao lado da fogueira mexendo em um grande caldeirão.
O que quer? - ouço dentro da minha cabeça.
Justiça.
Dos homens?
Não. Divina.
Será feita.
A que preço?
O justo.
Terá sangue?
Não.
Terá lágrima?
Sim.
Que faço com as lágrimas? Jogo no caldeirão?
Não. Só se pode guardar as próprias lágrimas quando se mexe no caldeirão.
O que faço então?
Observe. Não esmoreça. Não tenha nem raiva nem piedade. Não segure a espada. Só mexa no caldeirão. Mas ainda não tire o manto. Ainda não.

E um manto púrpura me cobre o corpo todo, inclusive a cabeça. Símbolos estranhos pintados em prata.
Quando olho em volta, um mar de mantos púrpura e prata. Muitas espadas coloridas. Minha espada sobre um altar e uma imensa turmalina negra sobre ela. Penso na lenda do Rei Arthur. Uma coruja pousada sobre a pedra que me olha dentro dos olhos. Sua pupila é uma imensa espiral que não pára. Ela voa e pousa em meu braço.
E eu acordei no meio da madrugada com a certeza que alguma coisa está acontecendo.

2 comentários:

MARIA DE SANTOS disse...

NOSSA VC ESTEVE DO OUTRO LADO.

Zéfiro, abestalhado disse...

devolvo agora o seu:
- Puta q pariu, viu?