segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Todo homem tem um menino dentro dele ainda frágil e querente.
Todo homem anseia mesmo é voltar outra vez pro ventre de onde saiu então se esgueiram por nossas pernas, por nossos vales úmidos, nossos vãos femininos e maternais. Geme e chora da mesma forma que gemeu e chorou na hora que nasceu. Todo homem sempre quer é voltar, mesmo que não perceba isso.
E nós, cheias de leite e mel, oferecemos o doce bico e dizemos " toma" e eles, como esfomeados, sugam em vão, dando em troca os roxos da urgência, deixando na pele a marca da sua fome e de seu território.
Todo homem é menino vadio, é guerreiro com suas espadas de madeira, é grito de guerra, é só valentia e suor. Todo homem é ilusão.
E quando a realidade bate em suas portas e o susto lhe aperta o peito, correm pra nossos colos, se agarram em nossas saias, se enfiam em nossos vales úmidos, molhando ainda mais com suas lágrimas tão escondidas. Gemem e gemem e gemem.
Todo homem é sempre frágil.
E toda mulher sabe como proteger seu homem.
Mesmo que ele nem se de conta disso.
Aliás, aí é que mora o segredo.
Nunca mostrar que se é escudo e espada para que eles, os meninos grandes, não percam o gosto pela guerra e pela batalha, não percam a vontade de guerrear.
É...
Todo homem precisa mesmo de uma mulher. Sem excessão.
E toda mulher fica feliz quando vê seu homem deitado em seu ombro, ressonando nos campos do sono, seus pés buscando seus pés, suas pernas sobre o flanco, seus braços segurando o seio.
Toda mulher dorme assim mais feliz.

Um comentário:

maria de santos disse...

E como dorme.