domingo, 10 de junho de 2007

A idéia de não ter mais você por perto me rasga as entranhas e me cala a garganta.
Meu choro tá atravessado dentro de mim e mantenho os olhos secos por timidez e hábito. Mas por dentro, por debaixo do velho xale de velha, tem uma menininha que soluça despudoradamente e seus barulhos se misturam com o som da ausência.

Não ter você em minha cama.
Não ter você me rondando a cozinha e me exigindo atenção.
Não ter você entrando pelo portão.
Não ter você mais por perto é ruim como esse veneno que te deram.

Mas eu to sendo pessimista demais. Pode ser que tudo volte ao normal. Pode ser que você não me falte, que o soro dê jeito, que a hidratação faça a sua parte. Gatos tem sete vidas, não tem?
Gaste essa, mas fica aqui comigo. Ô, meu gato. Não morre não.
Resiste, vai!
Expurga esses venenos todos pra fora e volta pra casa porque eu to me sentindo tão só, tão triste, tão triste e você sempre me dava colo. E agora? Quem me dá colo, quem me dirá que me ama ronronando, quem vai morder os calcanhares?
Agora que tu to sozinha aqui, diante da tela brilhante, agora que meu filho já foi dormir e eu to só, eu posso tirar a carapaça, apoiar minha cabeça nas mãos e simplesmente chorar.
Não pensei que pudesse doer tanto. Ou ainda, juntar em um único choro, tanta dor e ausência.
Morre não, Hermeto. Morre não. Agora não.

4 comentários:

Anônimo disse...

Menina, tô passada. O que aconteceu com Hermeto? Ô gatinho massa, tomara que não aconteça nada. Não sou muito boa de reza, mas vou mandar minhas energias boas pro gato.
beijo.
Má F.

Ana Paula disse...

to arrasada...

Claudia Lyra disse...

Ele vai morrer não... vai não...

Andrea disse...

ddddddizem q gato tem 7 vidas e qdo morre vira pó no jardim da alma da gente e faz brotar flores-miau...eternamente. bj Deia