domingo, 11 de março de 2007

É difícil eu ficar doente, mas eu fiquei e não é fácil cantar desse jeito.
Primeiro, dá uma vonatde imensa de não sair de casa.
Depois dá uma tristeza perceber que a voz é um fiozinho de nada e que eu, sempre tão animadinha, tô mais para fazer fundo musical de velório do que animar galera em bar.
Mais uma. Eu fico sensível. Ai, eu fico sensível mesmo. Tem cada letra que dá vontade de chorar e eu, dodoizinha, escorrego e choro mesmo. Depois tenho que ficar disfarçando, limpando lágrima no microfone, passando a mão no rosto discretamente. Um poço de emoção descontrolada.
Eu, tão fortona, confesso que preciso de colo, de dengo, de cafuné, comprimido, remédio, escalda-pés, massagem nas costas e nos pés, comidinha quente feita em casa, qualquer coisa dessas é de imensa valia.
Eu quero a minha mãe.
Mãe nessas horas é tão útil.
Eu estava espirrando. Agora comecei a tossir. Se começar a vomitar, aí eu desisto mesmo e já deito para morrer.
Viu só? Um típico drama de quem está dodói. Eu acho que vou morrer, mas é claro que não vou, pelo menos não agora e não disso. Eu espero que não...Mas se eu morrer pode-se dizer que morri cantando. Mal, mas cantando.
Ai, ai...espero que passe logo isso porque agora não é hora boa para adoecer. Agora , mais que nunca, preciso de gás para trabalhar.
Se não eu vou me foder de verde e amarelo!

2 comentários:

Ronaldo Faria disse...

Melhoras. Cuide-se!
Ronaldo Faria

Claudia Lyra disse...

Fica boa, Tatiana, fica boa! Ai... dengo de mãe quando a gente tá doente é tudibão, né?