sábado, 25 de novembro de 2006

Ontem.

De cima do palco eu posso ver cada um. Mas cada um é uma parte, mas mesmo assim, é um ainda.
Vi gente querida que me acompanha há anos, gente que vem para dar força mesmo, eu sinto os alicerces do amor saindo deles e me apoiando. Eu sinto cada mensagem que cada um me passa.
Um mar de gente. Minha gente.
A banda é um tipo de união diferente. A intimidade que se consegue através da música é uma coisa difícil de explicar. É quase como fazer sexo. Mas não é sexo. É quase como família, mas não é. O palco ( seja ele imenso e iluminado ou pequenininho e humilde) oferece laços invisíveis que substituem horas de conversa.
Bruno, o percussionista, é a base de tudo. Ele me dá a segurança de saber que qualquer coisa que eu faça, ele vai, intuitivamente fazer junto comigo. Nem preciso olhar para ele, simplesmente sabemos como acertas as arestas. Fiel e preciso.
Gustavo, grande Gustavo, é o parceiro das harmonias. Tua imensa presença é repleta de passado, de estrada, se história. Como um irmão que briga com a gente, que se alegra, que vibra e torce. Ter ele ao meu lado e ter as costas apoiadas em uma grande e firme muralha.
Ugo. Chegando agora, aquele intusiasmo delicioso, aquele frescor. Falo para ele: resolvi tocar uma música que não te passei a harmonia. Ele só me diz: pode ir que eu vou atrás. E eu vou confiante que ele vai comigo.
Meus parceiros ali. Todos quase. Aquele que faltava estava no meu peito e na música nossa que cantei.
Eu, feliz, sorria no meio daquele calor todo.
Um tipo de amor estranho de explicar.
Mas eu senti um imenso amor pelo mundo, pela música e por todos que estavam ali.
Meu corpo cansado queria descansar, mas o coração saltitava no peito impedindo o sono.
Agora, insone e exausta, volto à cama com sol alto para, quem sabe, fechar finalmente as cortinas do meu espetáculo.

6 comentários:

Lígia disse...

Que pena que eu não estava lá!!!!

Ronaldo Faria disse...

Que o teu palco nunca feche as cortinas...
Ronaldo Faria

Bruno Ribeiro disse...

Eu pensei em você o tempo todo. Acho que senti quando você cantou a nossa música. Fiquei triste por não poder ter ido, mas eu tinha de descansar, silenciar, cuidar de um princípio de enxaqueca que durou o dia todo. Hoje, melhor, espero vê-la no mesmo local, lá pelas 22h. Hoja trabalharei feito um cão, ainda mais se o Guarani for rebaixado. Mas assim que estiver liberado, vou para lá. Beijos e parabéns, parceira!

Ciça disse...

E sabe que estava delicioso ver como tudo se arranja na hora...esqueci de comentar isso: cada um ali compartilhando tudo! Eu que não toco naaaada (nem campainha com a harmonia necessária) quase quis subir no palco rs. De certa forma, como você disso, estávamos todos lá. Beijão, Tatiana!

Taïs Reganelli disse...

Estou muito emocionada. Parecia um monte de gente de mãos dadas... uma união impressionante. Foi... lindo.
Te amo, Tatiana, com todas as minhas forças, e não canso de dizer. Um beijo.
(meu vizinho de baixo reclamou do barulho do seu tombo!!! hahaha)

Morena disse...

Tatiana, minha irmã querida ( a irmã que eu não tive)não importa que caminhos você siga, para mim você já é a maior artísta do mundo.
Te amo ( sempre).