quinta-feira, 6 de abril de 2006

Não. Eu não estou bem.
Estou brava, um humor péssimo, minha mandíbula dói de tanto cerrar dentes.
Por isso volto quando estiver em outro astral porque este não faz bem nem pra mim nem pra ninguém.
Não saberia colocar algum comentário leve. Não conseguiria falar de qualquer outra coisa que não fosse as minhas mazelas.
Me sinto vermelha, por dentro e por fora.
Me sinto enganada.
Me sinto traída.
Me sinto mal porque minha raiva me contamina e eu perco meu prumo, prumo este que não posso perder porque tem gente pequena que precisa de mim e não sabe distinguir as maluquices da mãe.
Detesto ser tratada como maluca e desequilibrada porque sei que não sou nem maluca nem desequilibrada. Posso ser impulsiva, ser um tanto abrupta na minha forma de falar as coisas, sem papas na língua, sem muito tato quando pisam no meu calo. Mas não sou desequilibrada. Sim, posso ser agressiva também. Mas só quando a coisa está em um nível insuportável.
Detesto mentira. Detesto meias verdades.
Me fale uma coisa medonha mas fale olhando em meus olhos e enfrentando o bicho que eu posso virar, mas me encare nos olhos e terá minha admiração. Fuja de mim e perde meu respeito.
Não sou fácil de conviver por estas características. Muita gente amiga sabe que não deve me perguntar o que eu realmente acho se não quiser ouvir o que eu realmente acho porque as vezes vai doer.
Minha boca é dura mas meu ouvido é duro também.
Prefiro a lambada na cara porque meus olhos podem estar abertos.
Já a lambada nas costas é covarde e imperdoável.

5 comentários:

Ronaldo Faria disse...

Não sei o que te aconteceu pra te deixar tão brava assim. Mas tente manter a calma. Releve o que for, ou sublime. É difícil, mas às vezes dá. Pegue o Tibúrcio e desconte nele. Não quebrando-o, mas criando. A raiva e o ódio também são formas de criação. Às vezes, quando estamos no fundo do poço é que nos superamos. Eu sei disso, como ninguém. Agüente a onda. Siga firme. Nada como um dia depois do outro, com uma noite no meio. Espere. Nada dura a eternidade. Nem a própria vida!
Cuide-se! Força! Estou torcendo por ti e tentando encontrar o Paulinho sóbrio. Um dia que seja...
Ronaldo Faria
Ps.: Sei que não ajuda, mas depois de um assalto que sofreu, com o carro sendo baleado inclusive, a Ana Carolina, revoltada e triste, fez uma música linda.
Desculpe se dei um exemplo merda... Mas o que pode nos "salvar" do ódio e da revolta é só aquilo que amamos de verdade. Música neles!
E muita calma...

Marina Franco disse...

Tati,

Tu é mulher pra caralho, forte, bonita, talentosíssima. Não sei o que aconteceu, mas desconfio. Seja o que for, acredito que tua luz é muito forte e que as respostas estejam aí dentro. Se quiser conversar, gritar, esbravejar, falar palavrão, pode contar comigo.

grande beijo.

Vivien disse...

Tati, estou torcendo pra que tudo fique melhor pra vc. Mas concordo totaaaaalmente...tb me enojo com as meia verdades, com as omissões. Quem faz isso é fraco e podre!!!
Chuta que é macumba, tenho certeza que logo vc estará tranquila.beijão.

Márcia Nestardo disse...

Sabe, Tatiana, você ficou uns dias longe daqui e eu até pensei que voltaria com as histórias de uma viagem maravilhosa e um show inesquecível...
Mas você voltou precisando muito mais de colo, ou pelo menos de braços sinceros pra te acolher.
Sinta-se abraçada.

Força na peruca!

Gika disse...

Oi Tati, eu te entendo..ah como te entendo. Já levei muitas dessas pelas costas.
Estou escolada...