segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Tudo parece que corre mais e melhor que eu.
Os dias, as noites,as contas, meus filhos. O fim de semanana passou em ritmo alucinante e eu me sinto exausta em plena segunda feira.
Outra grande amiga apareceu em casa. Uma compositora muito especial, uma irmã de alma e de música. Luli é daquelas pessoas que modificam qualquer luigar. Um ruiva cheia de energia, uma voz abençoada e a melhor compositora que eu já tive o prazer de ver assim, frente a frente. Luli é a autora do VIRA e do BANDOLEIRO e FALA, todas gravadas por Ney Matogrosso.
Fizemos mais uma música juntas. A nossa quarta parceria. Eu tinha uma letra empoeirada que Luli musicou lindamente. Um hit negão!
Então o final-de-semana foi à beira do fogão, assando pães e bolos, fazendo comidinhas e o violão sempre ali.
Foi uma delícia.
Aliás, estou tendo visitas muito especiais para mim. As minhas mulheres maravilhosas. Cada uma trazendo um toque diferente, um alimento para alma, um assassinato de saudade!
Angélica me trouxe a disciplina outra vez. A Bruxa Velha me puxando as orelhas, seus dedos duros e seus olhos transbordando de amor.
Claudinha, a força da guerreira. A minha Pequena Notável. Companheira de todas as horas, amiga de vassoura e esfregão, de sonhos realistas, o papo de mulher que batalha, sua a camisa e morre de rir com a sua própria história. Me meu combustível para mais um ano de correria.
Luli é o alimento para minha alma de artista. A Cigarra Mor. Me lembrou que não é só de pão que se vive. Ouviu todas as canções novas, horas e mais horas ouvindo novos compositores, seu disco novo, lindo de morrer, meu cd infantil, seus comentários tão especiais e cheios de conteúdo. Ouvidos transbordando colcheias, notas e mais notas musicais. Para tudo tem uam canção. E cantamos um final de semana inteirinho.
Tô cansada.
Mas tô feliz.
O que seria de mim sem as minhas mulheres maravilhosas?

7 comentários:

Ronaldo Faria disse...

Diante de tanta emoção e vendo/ouvindo Ana Carolina no estúdio, fico sem palavras.Mas tinha de bater cartão e me abastecer do cansaço também. Talvez porque os finais de semana, assim como as semanas, cada dia passem mais rápido. Aproveitemos, pois, os segundos, a instantaneidade, os pães a fazer, as músicas a criar, os violões a nos acompanhar. Vida longa ao Tibúrcio. Que o Asdrúbal traga o trombone...
Ronaldo

Marina Franco disse...

Que bom, Tati. Adoro quando você esquece da formiga e encarna você mesma, que é a cigarra.
beijocas.

Ninita disse...

Tati gosto tanto do que você escreve que sempre sinto vontade de dar um oizinho, minha opinião não é tão bem descrita como faz o Ronaldo, ele também é gênial no que escreve,vou lá...leio...depois venho aqui só para ver o que ele escreveu. Mas sinto com a alma, calada e silênciosa. Saudade.

Ananda disse...

Dessa vez não vou elogiar, pq meus elogios são sempre compostos pelas mesmas palavras, entao vc jah tah cansada de saber q acho excelente a maneiro com q descreve as coisas descomplicadamente.
Vim só dizer q eu li, e q ando lendo todos os teus textos, até mesmo aqueles q não comento. E não estranhe também se eu nao comentar mais [até pq vou pra praia essa semana!], mas não é pq nao vou escrever nada q nao leio. Pelo contrário, vou continuar a vir aqui sempre...
Bjos!!

ariadne disse...

Ainda bem q ainda arruma tempo para atualizar o blog . :-)

Beijoss

Márcia Nestardo disse...

Tua amiga te lembrou que nem só de pão se vive... Bom ouvir isso!
Meu amigo me disse, pra cuidar da vida pra levar, e deixar o sonho esperando um pouco mais. Bom pra mim também!
Que bom que temos amigos que nos moldam nos abraços.

Grande beijo.

Pedro Camargos disse...

Algumas pessoas são muito iluminadas. Temos mais é que curtir seu brilho. E, é claro, retribuir com o nosso (sim, todos temos, é só questão de abrir o peito).

Um abraço, Tatiana.