quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

sábado (dia)- Faxinona completa.

sábado ( noite)- No bar das 10 da noite até as duas da matina.

domingo ( dia) - Tocando das 13 às 16:30 com um sol de rachar coco.

domindo ( noite) - No bar que toquei sábado, esperando o fechamento do caixa, para poder receber. Tomei duas cervejas sozinha e saí bêbada para a casa. Dormi o sono dos alcoólicos.

segunda ( dia) - Escritório, almoço para meus meninos que estão comendo como pião de obra. Faz almoço, limpa cozinha, sai para atender cliente, passa na Taïs, discute novo repertório para novo show, volta para casa, senta e seleciona as canções de minha cedeteca. Durmo perturbada por notas musicais renegadas.

terça ( manhã) - Escritório, banco, casa, mais almoço ( por que será que precisamos comer tantas vezes ao dia?), crianças limpando a cozinha ( Deus que me perdoe, ficou pior que antes!)

terça ( tarde) - Saio atendo uma cliente, fecho o plano, pego o Silo, pego estrada, subo serra, desço serra, 36 graus me cegando os olhos, a roupa cola no corpo, um litro de água morna sendo consumida, chego em Aguas de Lindóia, apresento o plano, não fecho, vou para Monte Sião, fecho outro plano, a moça king size cisma em ler todo o contrato, a saia cola na bunda, cinco e quarenta, começa a caçada. Socorro. Socorro é a cidade. Achamos o lugar, descemos, o dono deixa entrar tão tarde, tiramos a roupa e entramos no melhor rio do mundo, com a água mais gostosa do universo. O biquini no carro para emergências é um ato visionário. A correnteza é forte, o sol já está indo embora, saímos molhados, a estrada está vazia, o corpo reclama de fome mas está feliz.

terça ( noite) - Entro em Campinas as nove da noite. Pego as crianças famintas e vamos comer um cachorro quente imenso. Desmaio na cama com o cabelo de água de rio. Durmo feliz.

quarta( manhã) - Acordo cansada. Escritório. Visita as nove, saio correndo, o cliente é dos bons, sabe o que quer saber e estou liberada as dez. Casa. Uma tirana toma conta de mim e todos, até o pobre vizinho, pegam no batente. Caçula varre a casa, passa pano e lustra móveis, mais velho cata cocô, reclama pra caralho, varre quintal, eu lavo roupa, mancho todas elas porque a bosta da colcha que cobre o sofá é exibicionista. Matheus ganha uma linda camisa rosa que um dia foi branquinha, branquinha. O almoço tem que sair rápido porque o mais velho tem vestibular. Quero chorar e sinto falta do rio. Meus cachorros são uma comunidade alternativa para pulgas, gasto 110 reais de anti-pulgas para cachorro chique, sendo que meus cachorros não são chiques. Divido em duas vezss. Penso seriamente em dá-los para adoção. Junto com meus filhos. Levam um adolescente que come qualquer coisa, um pré-adolescente que não come nada que preste e três viralatas pulguentos que, em necessidade, fazem jejum espiritualpa para elevação espiritual. Quem sabe renasçam como lobos-guarás?. Um negocião, não acha?.
Queimo de culpa por um pensamento tão terrível. Meus cachorros não são tão pulguentos assim.
Descubro que a pereba no pé é desidrose. Começa agora a manifestação do meu cansaço. Meu corpo reclama aos berros. Seguindo exemplo da outra cantora muito mais chique que eu, meto um bandeide e finjo que não é comigo.

E a semana tá na metade.

5 comentários:

Ronaldo Faria disse...

Conheço os rios de Socorro, que se abastecem do Rio do Peixe, o maior de todos. Tenho um sítio lá, com nascente e "cascata" improvisada. É nas Lavras de Cima, divisa com Bueno Brandão (MG). Este será o terceiro ano de uma puta festa junina lá. Você está convidada. Para tocar se quiser e sentir o frio de junho. Mas se quiser antes, com as crianças e o namorado, é só falar. Quem sabe um feriado ou o Carnaval? Seria bom nossos Lucas se reencontrarem. E pense pelo lado bom: hoje já é quarta.
Ronaldo.
Ps.: O livro continua com o Bruno.

Ronaldo Faria disse...

Você foi no Monjolinho. E se banhou no rio do Peixe.
Quanto ao convite, marque o que é melhor pra você! Fim de semana ou feriadão.
Caseiro já tem. E não acho que ele queira, agora, sair.
Ronaldo

Tatiana disse...

Não me tente, Ronaldo.

pedro disse...

Eu já estive em Socorro.
Tem cara de cidade cenográfica. Os "nativos" estranharam porque eu passei algum tempo chutando árvores e levantando pedras.
É, nada era de isopor lá não...
Eu até comprava teus cachorros, mas não tenho grana nem utilidade para eles (é, eu só tenho boa vontade, e olhe lá).

PS.: Sério que você gostou? Nossa, quando eu for para as cercanias de São Paulo, quem sabe a gente não toca junto? Eu iria adorar, DE VERDADE!

Anucha disse...

e eu gostei daqui! bj