quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

eu 'guento com isso?

Recebi de minha amiga Marina. Fiquei besta.


"Querida, a história do musical em homenagem à mulher e nossos papos de ontem me instigaram tanto que acabei escrevendo um poema em sua homenagem.
Este é pra você, sobre você, saiu de repente.
Não é pra usar na peça não, é só para te inspirar mesmo.
Também vou te mandar outros textos que tenho aqui.Clarice Lispector e Hilda Hist são fundamentais neste assunto.
Espero que ajude.

beijos no coração.

Marina





Meu existir

(para tatiana Rocha)

O meu existir criou calos
Em minhas mãos tão cansadas
Eu tenho olheiras espalhadas pela alma
E olhos que não cansam de sorrir

Eu tenho amores cultivados em jardins
Flores regadas de sonhos
Frases cobertas de imaginário
E folhas trazidas pelo vento

Às vezes, ausento-me de mim
Só para me reencontrar inteira
E poder representar todos os papéis

Eu quero dançar na chuva
Cantar a vida em tom maior
Quero a liberdade em forma de lírios
Eu quero a minha casa nua
Com crianças, quintais e cachorros
Iluminada por uma eterna lua cheia
E calos que não me deixem calar
E olheiras que não me impeçam de olhar

7 comentários:

Rômulo disse...

Muito bom o poema. Mas não sei se essa pessoa tem senso de humor necessário para evitar alguns comentários severos contra a imaginação alheia. Desculpe-me, mas precisava comentar.

Um abraço,

Rômulo

Ronaldo Faria disse...

Um pé de jabuticaba e um quintal podem fazer a diferença num dia de chuva benfazeja depois de um calor causticante. E toda jabuticaba vale a pena se a alma em questão não é pequena. Quem sabe um dia não sou convidado para uma das suas festas e tomo a pinga com jabuticaba aí. No sítio também tem jabuticabeira. Logo, vou anotar para fazer como tarefa por lá. Senão, cobre do Bruno o seu (meu) livro e mande, junto com o seu CD, uns exemplares da fruta...
Cuide-se. Excessos fazem mal. Meio copo de caipirinha pode ser uma bomba gastronômica e etílica pronta para explodir com a nossa (in)consciência.
Ronaldo

Marina Franco disse...

Rômulo, não entendi....

Tatiana disse...

nem eu.

Maria Angélica disse...

Bem coincidências não esxistem. Estava escrevendo agora texto de Clarice, quando entrei no seu blog. Deixo um grande beijo com saudades. te amo Geu

Ananda disse...

Não costumo gostar de poesia. Mas sendo "intendível" e com belas palavras e bem jogadas no texto eu gosto sim. Parabéns aí pra autora. Ficou lindo, e pra ti que a recebeu deve ter sido triplamente...sei lá...foda!...
Bjos e obrigado pelo comentário lá no flog!!!

ariadne disse...

Adorei a poesia. Só não to gostando da senhora sumir dos malditos assim, sem deixar vestígios. Já pro orkut votar, pelo menos .


beijos