sexta-feira, 3 de julho de 2009

Tô que Tô

Obviamente, estou toda animada, toda cheia de idéias, uma energia que escorre pelas orelhas. Precisava gastar isso tudo senão eu tenho um treco.
Fui dançar na Casa São Jorge ao som do Nega Madame e ainda matar a saudade do Negão Fidelis e colocar ele par das novidades.
Eu estava com tanta vontade de dançar que até buzina de carro me fazia rebolar.
Uma hora uma amiga minha vê um moço muito do discretinho, lá longe, em pé na escada. Quem é? Conheço ele! Vou trazer ele aqui pra você conhecer. Ela berrava não! não! não! e tentava me segurar. Até parece que uma magrelinha tem força pra me segurar, eu ainda soltinha e determinada.
E lá fui eu pelo meio do povo. Tá bom, confesso que eu tinha tomado umas cervejinhas a mais e estava toda, toda. O cara é um gringo que sempre vai a Casa São Jorge, nos encontramos várias vezes. O italiano é cheio das malemolências, todo rebolante, já dancei com eles algumas vezes. Mas eu tinha ido lá para chamar o moço pra ficar perto da gente, afinal, coitado, estava sozinho e minha amiga tinha achado ele "ótimo".
Logo quando ele me viu, começou a descer da escada e já foi estendendo a mão. Até agora eu não sei se foi pra dizer alô, pra dar um abraço. Ele estendeu a mão e catapum. Eu já me encaixei no moço, dei-lhe um guenta, fiz aquela minha cara de dançarina desvairada e lá fui eu pro salão remexendo com o gringo e me esqueci de levar o moço pra a amiga. Me empolguei e esqueci da minha missão. Me distraí!
Voltei com aquela cara de satisfação de quem se acabou misturando porpeta com dendê, lazanha com pimenta malagueta, Torre de Pisa com pizza de carne seca. Ou seja, meus intintos rebolantes falaram mais alto do que minha natureza alcoviteira.
Fiquei com aquela cara de pois é. Tipo gordo que aceita um bombonzinho e come a caixa toda!
Ops...perdón. Me empolguei.
O bom de ter amiga amiga mesmo é que ela não se chateou e a gente saiu dançando uma com a outra.
Mais tarde, ainda sob o efeito da música e da cerva, voltei lá e carquei um samba rock no gringo e ele foi embora pra casa todo feliz com a dança e eu, absolutamente satisfeita em poder rebolar ao som de uma boa música.
Até o garçom eu tirei pra dançar!
Mas ele reclamou que eu era muito grande e não dava pra me girar sem ficar na pontinha do pé. Uai, não tem problema. Eu te giro! E lá se foi o garçom dando voltinhas, comigo fazendo o papel de homem. A gente tem que se adaptar nessa vida!! O outro garçom, coitado, amarelou, mas um dia pego ele de jeito.
O que seria do mundo sem uma boa música pra dançar???
Nem sei, nem sei!
Agora administro uma leve ressaquinha e acho que as manhãs são iluminadas demais. Sem problema, eu tenho óculos escuros.
Eu tô que tô!


PS: Pra se ver meu estado, tem um músico super conceituado aqui em Campinas, o Fernando Baeta. Um cara sério. Um cara colocado.Dou de cara com ele quando eu ia pro banheiro. O que eu falo?
- Baetuuuuudo! Tudo bom???

Baetudo foi realmente de foder....
Cachaça é uma merda!

3 comentários:

Patricia(Gô) disse...

to dentro para ajudar seu CD , conta comigo de alguma maneira
esse texto me fez lembrar aquela vez que estavamos no Sampainho e eu morrendo de vontade de dançar quase puxei um de muleta , lembra? naquele dia vc me disse que tinha acabado de criar um BLOG...hahahahah
Cachaça é uma merrrrrda

Leandro Souza disse...

ce ta que ta heim?! dei um monte de risada..hehe.

Cruela Cruel Veneno da Silva disse...

por essas e outras que eu sigo o lema:

se eu não lembro eu não fiz