segunda-feira, 3 de março de 2008

Sou tauriníssima em algumas coisas.
Teimosa, mas dissimuladamente teimosa porque meu ascendente em gêmeos me dá uma excelente capacidade de argumentação. Teimo sim, mas teimo com estilo.
Resistente, tanto física quanto emocionalmente.
Besta. Sim, os taurinos tem um humor pachorrento, abestalhado e fanfarrão. Assumo minha natureza de bobo da corte e gosto dela.
Prática. O que não tem jeito, ajeitado está.
Não sou ciumenta, pelo menos não aquele ciúme doido que queima o meu filme. Não gosto é de folga pro meu lado, abuso, estas coisas. Quer olhar? Eu deixo, pode olhar. Quer admirar? Admire porque eu sei que é bom de se admirar. Quer pegar? Bem, aí a coisa vai começar a complicar pro teu lado porque eu não vou demonstrar que estou me irritando, vou deixar a coisa continuar até aquele momento em que tudo vira um pano vermelho na minha fuça e aí eu assumo também que tenho as típicas explosões tautinas. Aqui ó. Assumi.
Gosto de " ter". Ter meu canto. Ter minha história. Ter um passado. Ter meu porto para voltar. Ter um bem. Ter a mim bem assentada dentro de mim mesmo.
Gosto de cuidar, mas fico um tantinho desconfortável quando fico vulnerável e preciso de cuidados.
Rumino, rumino rumino e transformo tudo em coisas palpáveis. Como a vaca rumina e transforma tudo em bosta que, por sua vez, não deixa de ser adubo.
Sou cheia de adubo.
Gosto das coisas que posso sentir. Gosto do bom comer, do bom beber, do bom ouvir, do bom ver e do bom sentir.
Gosto desse meu corpo sensorial. Companheiro massa, esse meu.
Não sou má, mas posso ser bem escrotinha. Especialmente quando me permitem dizer exatamente o que eu penso. Sou escrotinha quando digo mesmo o que eu penso. Eu sei que está sendo foda, mas digo mesmo assim. Não me dê liberdade, se não vai aguentar.
Defeito mesmo, daquele que a gente tem vergonha?
A violência. A explosão. A impulsividade. A ira. O desprezo absoluto por algumas pessoas. A capacidade de ver a pior dor do outro, mas não meter o dedo na ferida, só mostrar que poderia machucar, mas não machuco. Um tipo de terrorismo emocional. A paciência para esperar o momento certo. Isso não é bom dependendo do que eu acho que é certo. Acho que estou sempre certa e não acredito em qualquer um. Ganhar meu respeito não é fácil. Desprezo os fracos e os mentirosos e deixo isso transparecer. Tenho medo da solidão absoluta. Medo da minha sombra incontrolável. Tenho "boca de se fuder", boca boa de lançar pragas, da mesma forma que tenho "boca santa", mas a energia vermelha da praga é mais óbvia que a boca azul da benção. Gosto disso, confesso. Quando mato alguém em mim, mato, velo, enterro, faço missa de sétimo dia, de trinta dias e ainda mijo na sepultura.
E adoro cantar: " quá quá quá quá quá quem riu..quá quá quá qulá fui eu...e agora cadê cadê você..cadê que eu não vejo mais você...pois é quem te viu e quem te vê.... quá quá quá quá quá quem riu..quá quá quá quá fui eu".
Foda isso.

12 comentários:

Pati Fahl disse...

Concordo com tudo!

Ugo disse...

Pati,
Você é taurina também?

Carol Tafuri disse...

Eu, como uma legítima e devota geminiana, te digo:
O matar alguém e mijar na sepultura as vezes é mais do que necessário.

É quase ser um Schwarzenegger exterminando o futuro...


ps: vou adicionar seu link nos meus blogs amigos pra facilitar minha estrada até aqui. Ok?

Vivien Morgato : disse...

mulé,coitado de quem inspirou o post.O tempo fechou.;0)
beijos.

Vivien Morgato : disse...

mulé,coitado de quem inspirou o post.O tempo fechou.;0)
beijos.

Tatiana disse...

HAhahahhahahaha
Na verdade, Vivien, nem foi alguém em especial.
Foi uma reflexão sobre as próprias sombras.
Se tem Luz, tem Sombra também.
Um momento de honestidade, só isso.

Tatiana disse...

Carol,
Isso aí. Também acho.

Anônimo disse...

Deus que me livre de uma mulher assim.
Além de assumir esses defeitos medonhos, ainda publica eles!
Cruz Credo!

Tatiana disse...

Anônimo,
É verdade. Não é para qualquer um não viver comigo. Tem que ter culhão, força de personalidade e caráter.
E eu simplesmente assumo minhas mazelas e tento melhorar. Nem sempre consigo.
E um cabra frouxo como você nunca me interessaria.
Se for mulher, pior ainda.
Então, fique tranquilo.
Deus há de te livrar de uma mulher como eu.

mamão disse...

Cara, esse anônimo se fodeu

Boa a resposta, boa.

Ana Paula de Campos Marsigli disse...

hahaha
anônimo besta sô!
kkk

Pati Fahl disse...

Tive um namorado taurino com ascendência em gêmeos...Bom, estou eu do lado inverso da moeda, mas concordando com conhecimento de causa...rsss...
Adorei