quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Matei um blog

Isso mesmo. Deu uma vontade de acabar com aquilo e trucidei ele todinho, cortei em pedacinhos, joguei sal, espalhei pelos cantos e deixei apara as formigas comerem.
Mas fiquei com dó de alguns poemas meus, de épocas tão distantes, alguns lá do passado, outras de agora, que resolvi publicar aqui.


Tudo pinga em mim.
Meu peito cheio. Pinga leite
Meu olho morno. Pinga lágrima.
Minha testa. Pinga sal.
Minha boca ávida. Pinga súplicas.
E quando vais embora, pingo você.

2 comentários:

Pedro Camargos disse...

Lindo, Tatiana.

Márcia Nestardo disse...

Só por este poema eu queria ter conhecido o bloguinho falecido. Adorei.